Terrários fechados ou minijardins encantados

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Foto: http://bit.ly/294Y1H0

Você não tem espaço, nem tempo para cuidar de plantas, mas não quer abdicar delas na sua casa? Terrários dão a solução perfeita. Eles são jardins em miniatura construídos dentro de uma espécie de redoma, ou outro recipiente, de vidro – e se você é um apreciador de plantas, com certeza já ouviu falar deles.

Mais do que a última moda dos aficionados por plantas, este tipo de técnica surgiu na Inglaterra, no final do século XVIII, e o segredo está em usar recipientes de vidro fechados ou de gargalho estreito para que a umidade permaneça constante no seu interior.

Os principais requisitos para que estas pequenas obras de arte vivas deem certo é estarem resguardadas do sol direto e mantidas em um lugar fresco. Parece impossível, mas nestas condições, as plantas, no seu interior, podem permanecer sem poda, sem fertilização. E o mais surpreendente: sem água durante meses. Não é incrível?

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Fotos: http://bit.ly/292p7Ry | http://bit.ly/291DpxP


Então, para montar o seu terrário fechado, você vai precisar selecionar um recipiente de vidro com tampa (recipientes mais largos e com uma abertura bem larga facilitam a montagem do terrário. Uma vez escolhido o recipiente, você pode começar a montá-lo:

1 – Espalhe, na base do recipiente, uma primeira camada de cascalho (bem lavado, para que este não suje o vidro), com 1 a 2 dedos de altura;

2 – Espalhe uma “cama” de terra por cima do cascalho;

3 – Agora “acomode” as plantas selecionadas no terrário. No caso dos terrários fechados, devem ser utilizadas plantas que gostem de umidade constante e que tenham necessidades hídricas, de luz, fertilização e de tipo de substrato semelhantes. É importante que o porte final das plantas selecionadas seja pequeno. Isso vai reduzir a necessidade de podas e conferir mais harmonia à peça, que acomodará mais plantas e terá uma proporção mais adequada para atingir o efeito de jardim em miniatura.

Combine plantas com diferentes alturas, texturas e variação ao nível do formato, cor e tamanho da folhagem para conseguir um efeito mais interessante.
Na escolha das plantas, é importante ter em atenção que locais bem iluminados permitem o uso de mais plantas com flores, já os mais sombreados e frescos são ideais para folhagens e musgos. Aliás, abuse dos musgos colhidos no jardim;

4 – O acabamento: a finalização do terrário pode assumir de mil formas – casca de pinheiro, pedrisco, pedras ornamentais, sementes de formas interessantes e até elementos decorativos como pequenos bichos de porcelana, por exemplo, ajudam a compor o seu terrário e lhe conferem, mais uma vez, o aspeto de minijardim ou ecossistema;

5 – Irrigar as plantas do terrário (esta primeira regra é importante). Evite molhar as folhas das plantas, o ideal é inclinar o terrário e deixar que a água escorra pela parede de vidro. Cuidado com os excessos, a água não deve atingir a altura da camada de terra.

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Fotos: http://bit.ly/294Y1H0 | http://bit.ly/290tds3

A irrigação do terrário só se voltará a fazer necessária quando você observar que já não se formam gotículas de água nas paredes de vidro (efeito da evaporação e condensação da água no interior do recipiente).

Porque a correta seleção das plantas pode parecer um “bicho-papão”, deixo algumas opções, entre muitas outras, que se adaptam perfeitamente a terrários fechados:
Coração magoado, avenca, unha de gato, orquídea-joia, hera-verdadeira, planta-mosaico, confete, planta-alumínio, pelo-de-urso, veludo-roxo, musgo-tapete e dioneia.

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Fotos: http://bit.ly/297Zk8c | http://bit.ly/290tds3

Agora, sempre que abrir a tampa do seu terrário poderá o privilégio de desfrutar do cheirinho de terra molhada, mesmo em dias de sol!

O olhar de NY

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Não era qualquer um que tinha a sorte de ser fotografado por esse senhorzinho de jaqueta azul por aí. Na verdade era uma honra daquelas ser flagrado por Bill Cunninham, o mais célebre fotógrafo de street style do mundo e um dos pioneiros na arte de clicar figuras excêntricas, estilosas e fashionistas em NY, cidade que ele ajudou a definir por quase 40 anos em sua coluna no New York Times.

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Fotografar a moda das ruas estava longe de ser essa febre contemporânea quando Bill começou sua carreira. Naquela altura o fotógrafo já tinha criado chapéus pra mulheres como Marylin Monroe e Jackie Kennedy, escrevia como jornalista de moda e era respeitado por descobrir muitos talentos quando começou a fotografar.

O que era uma pesquisa pessoal ganhou o mundo em 78, quando um editor descobriu mais um de seus talentos, talvez o maior deles, e o convidou pra fazer “On The Street”, sua maravilhosa coluna de estilo que durou até essa semana, quando aos 87 anos Bill nos deixou.

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Sempre vestindo azul e acompanhado de sua câmera e bicicleta, Cunningham também será sempre lembrado pela doçura, pelo olhar afiado e divertido, que chegou a ser documentado no filme Bill Cunningham New York. Uma vez Anna Wintour disse: “todas nós nos vestimos pra Bill”. Seria ou não uma honra ter sido captada por esse olhar?

O Começo da Vida

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Imagem: divulgação

Por trás de tanta fofura dos bebês, um mundo cheio de lições inspiradoras. Essa é a ideia que o documentário “O Começo da Vida” quer passar, mostrando para as mamães – e papais, claro! – que os primeiros anos de vida são essenciais para mudar o futuro dos pequenos. O filme, que chegou nesse mês ao Netflix, acredita que investir na primeira infância é formar adultos realizados.

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Imagens: divulgação

Dirigido por Estela Renner, o documentário vai além das aparências, numa busca por revelar o que é realmente fundamental para os bebês. A presença dos pais é um dos itens da lista, afinal pouca importa para uma criança o que você faz da vida, ela quer apenas carinho e atenção. O filme destaca também que os momentos de brincadeira são super importantes para o aprendizado da criançada.

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Imagens: divulgação

Que tal aproveitar que o fim de semana está aí e conferir o filme? Indispensável não só para mães, mas para toda a família que participa da criação dos bebês!

Filme Do Amor

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Imagens: http://bit.ly/multishowdoamor

Em 2012 conhecemos a história açucarada de Lulu, a fotógrafa moderninha apaixonada pelo professor caretão Pio, e todo mundo se apaixonou pelos personagens de Maria Flor e Armando Babaioff na série “Do Amor”, que por algumas temporadas derreteu nossos corações com um amor confuso, livre, divertido e real.

Quem não adorava acompanhar as idas e vindas do casal e seus amigos, com todos os seus conflitos, prazeres e desafios, e torceu nervosa quando Brás entrou na história, confundindo ainda mais o coração de Lulu… e o de todo mundo!

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Imagens: http://bit.ly/multishowdoamor

Se você também acompanhou a série e morre de saudades de “Do Amor”, a boa notícia é que a equipe anda elaborando um filme contando afinal o que aconteceu com esse trio magia, com quem será que Lulu ficou?

Ah, sim, mas a produção depende de você, um projeto no Catarse convoca os fãs pra doações, super bem recompensadas, é claro, para que o filme “Do Amor” possa rolar, olha só:

Essa história fofura merece ou não uma continuação? Vamos passar o finde de pés pra cima revendo as delicias “Do Amor” e torcendo muito para rolar!

Um novo olhar

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Fotos: Matt Cabtree

Cansadas, entediadas, apressadas, há pessoas de todos os tipos nos metrôs de Londres. Mas um fotógrafo ampliou seu olhar e começou a vê-las de uma outra maneira.

Matt Cabtree começou a observar as pessoas e notar que apesar do ambiente super urbano e caótico, algumas delas mantinham uma áurea parecida com os personagens das pinturas clássicas do século 16. Assim nasceu a série “16th Century Tube Passengers”, na qual pessoas clicadas secretamente pelo celular de Matt ganham sombras e cores que as transportam diretamente ao Renascimento.

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Fotos: Matt Cabtree

Pessoas comuns indo ou voltando acabam se transformando em possíveis musos e musas de Leonardo da Vinci ou Boticcelli com o olhar perdido e uma redoma de tranquilidade que parece não se combinar de fato em um pouco com o dia a dia dos tempos atuais.

A série é acima de tudo um exercício super bacana de testar novas formas de olhar, que tal começar a observar as pessoas ao redor de outra maneira? Além de um belo exercício de empatia, pode render também um lindo projeto artístico, por que não?!