04 set

Radiola no cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

Estreias de Setembro

Chegamos em setembro e a época dos grandes blockbusters americanos acabou. O resultado disso é que comparado aos últimos meses, teremos poucas estreias em setembro. Mas valem a ida ao cinema!

O mais aguardado é “Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme”, continuação do filme “Wall Street – Pode e Cobiça” de 1987. Escrito e dirigido por Oliver Stone, o mesmo do original, traz Michael Douglas reprisando seu papel vencedor do Oscar de Melhor Ator, servindo de tutor a um jovem economista (Shia LaBeouf). A previsão de estreia é dia 24.

Já “Amor à Distância” de Nanette Burstein, traz Justin Long e Drew Barrymore em um romance um tanto complicado. Se conhecendo despretensiosamente o casal namora por seis semanas até que Erin volta para sua cidade, do outro lado do país, e o casal é obrigado a namorar a distância. Esperem estas trapalhadas nos cinemas a partir do dia 10.

Saindo um pouco de Hollywood, estreia dia 24 a superprodução francesa “As Múmias do Faraó”. Escrito e dirigido por Luc Besson (famoso por filmes como “O Quinto Elemento”), o filme conta a história de uma jovem repórter que viaja até o Egito para descobrir uma cura para doença de sua irmã, o que a leva para a tumba de um faraó.

Além dos citados acima temos o infantil “Nanny Mcphee e as Lições Mágicas”; “Resident Evil 4: Recomeço 3D”; o terror de sucesso nas bilheterias americana “O Último Exorcismo”; “A Morte e Vida de Charlie” com Zac Effron e a comédia “A Ressaca”. Mais uma vez filmes para todos os gostos!

Até semana que vem!

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28 ago

Radiola no cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

Filmes gastronômicos

Tem rolado um friozinho aqui no Rio e muitas pessoas têm optado pelo programinha de ver um filme, tomar um vinho e cozinhar um jantar. Inspirado nisso vou falar de alguns filmes em que a gastronomia e os vinhos são o tema central das narrativas.

Vindo daqui do Brasil, temos o ótimo “Estômago” (2007). Nonato (João Miguel, a alma do filme) é um nordestino imigrante que ao chegar em São Paulo arruma emprego numa lanchonete e depois que seus salgadinhos caem no gosto da clientela, é contratado para um restaurante italiano, onde aprende a fazer pratos mais sofisticados. Sua vida, no entanto, se complica ao se envolver com uma prostituta. Um filme que deixa com água na boca.

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27 ago

Radiola

por: Vanessa Mello categoria: Radiola

O Watch Listen Tell é um projeto idealizado por Dave Tree, um diretor com uma verdadeira paixão por música ao vivo. Com a ajuda do parceiro Ben Axtell, o projeto leva artistas para fora das suas zonas de conforto e o som das bandas vai parar nas ruas, parques e jardins com uma roupagem acústica de algum single à escolha. O resultado é apresentado em vídeos bem produzidos que são colocados no canal do YouTube. Simplificando, o projeto é um canal de música original, com novos artistas tocando música ao vivo ao ar livre.

A idéia surgiu quando Dave Tree estava cansado de ver como a música estava sendo apresentada e embalada na mídia. Ele queria que Watch Listen Tell fosse algo diferente e conseguiu. Os vídeos possuem uma linda fotografia, a sonoridade é calma e as músicas são tocadas de maneira improvisada, cru, nos fazendo conhecer um lado diferente de cada banda. Vale muito a pena conferir!

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21 ago

Radiola no cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

  Festivais de Cinema

 

Esse ano, o mês de agosto é marcado por dois festivais de cinema que rolam aqui no Brasil. Pegando carona nisso, resolvi escrever sobre os grandes festivais que rolam tanto por aqui quanto pelo mundo.

Dos internacionais, o mais antigo é o Festival de Veneza, que começou em 1932 com o nome de “Exposição Internacional de Arte Cinematográfica”. O festival, que acontece anualmente no final de agosto ou começo de setembro, inclui exibições de filmes e entrega aos vencedores o prêmio Leão de Ouro.

Outro concorridíssimo é o Festival Internacional de Cinema de Berlim, também conhecido como Berlinale. O festival acontece anualmente no mês de fevereiro. Ele é um dos maiores de público, com quase 300 mil ingressos vendidos, mais por volta de 480 mil convidados, onde uma média de 400 filmes disputam o Urso de Ouro.

De todos os festivais, sem dúvidas o de Cannes, na Riviera Francesa, é o mais glamuroso e também mais conhecido. O grande diferencial desse para os outros é que além da competição oficial, em que o vencedor recebe a Palma de Ouro, existe também a mostra “Um Certo Olhar”, que busca filmes em destaque dos mais diferentes países do mundo.

Vale também destacar o Festival de Sundance. Fundado pelo ator Robert Redford, o festival tem como origem de seu nome um personagem, vivido pelo próprio ator “Butch Cassidy and the Sundance Kid”. Realizado anualmente em janeiro em Utah, nos Estados Unidos, o festival é focado em filmes independentes. Foi lá que surgiram Quentin Tarantino, Christopher Nolan e os Irmãos Coen.

Aqui no Brasil, o de Gramado, que rolou no final de semana passado, é o mais conhecido, e que até 1992 só exibia filmes nacionais, abrangendo neste ano também filmes de outros países latinos. Além desse, os festivais de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro são destaques. O que mais vem crescendo nos últimos anos é o de Paulínia, ganhando renome.

No final de semana que vem o Rio de Janeiro e Niterói inauguram o 8° Festival Internacional de Cinema Infantil, do dia 27 de agosto até 05 de setembro, que depois segue para as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Campinas e Aracajú. O festival conta com exibições de mais de 90 filmes, nacionais e internacionais, séries de TVs, curtas, animações, além de fóruns especiais com diretores e realizadores de diversos países. Confira mais detalhes no site www.fici.com.br.

É cinema para todos os gostos!

Até semana que vem!

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20 ago

Radiola

por: Vanessa Mello categoria: Radiola

 Admito que há algum tempo eu achava que não ia encontrar uma banda nacional na qual eu gostasse tanto e eis que chega aos meus ouvidos a banda Rosie and Me, lá de Curitiba. Quando ouvi pela primeira vez, não acreditei. Não só pela qualidade das gravações, mas também pelo estilo indie-folk cantado em inglês que a banda faz com grande êxito.

Tudo começou em 2006, quando  Alex Sousa e Rosanne começaram a gravar músicas à distância. Ela de Curitiba gravava as bases das músicas e ele, do Rio de Janeiro, sincronizava e complementava os arranjos no computador dele. As gravações surgiram como uma brincadeira entre eles, mas ganhou forte impulso quando as músicas foram disponibilizadas para audição na internet. Por um tempo, o projeto andou a passos lentos até que no ano passado, o número de ouvintes da banda aumentou expressivamente, inclusive por europeus. Foi quando decidiram convidar os amigos Tiago e o Guilherme para formar, de fato, uma banda.

O primeiro EP Bird and Whale lançado em março desse ano contém canções singelas gravadas de maneira simples e que garantem um clima alegre, perfeitas para serem ouvidas em dias solares. O som é despretensioso. São canções leves com vocais repartidos entre a doçura da voz de Rosanne e o timbre grave da voz de Alex. É possível comprar o EP pelo site oficial do quarteto e fazer download gratuito através da página do Last.Fm.

A expectativa agora é por um álbum completo de Rosie and Me, que está se concentrando para entrar em estúdio em outubro. A banda trará novas composições e já nos avisam que o novo trabalho será bem diferente do Bird and Whale. Para acalmar toda essa ansiedade, confira o clipe da irresistível “Bonfires”. :)

Beijos e até próxima!

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14 ago

Radiola no cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

Imaginário Lúdico

Vocês estão curtindo a nova coleção da Maria Filó e o novo layout do blog? Tá demais essa coleção “Nas Nuvens” não é? Aproveitando essa deixa, vou dar uma dica de filmes, de diversos gêneros diferentes, em que o mundo imaginário e o lúdico são a força que os movem. Eu tenho meu favorito, mas pra não influenciar vocês, vou fazer em ordem cronológica.

Não tem como falar sobre filmes de mundos imaginários sem citar “O Mágico de Oz” (1939) de Victor Fleming, um clássico eterno do cinema. O filme, apesar de ser o mais conhecido e amado, não foi a primeira adaptação do livro de L. Frank Baum para as telonas. Já haviam sido feitos dois antes, um em 1914 e o outro em 1925. Mas a magia desse musical são também as canções eternas e regravadas milhões de vezes como “Somewhere Over The Rainbow”. No filme, a menina Dorothy é levada por um furacão para o mundo colorido de Oz (em contraponto a sua realidade que é preto e branco – genial!). Lá ela encontra todos os tipos de figuras mágicas como um espantalho sem cérebro. O filme rendeu uma continuação em 1985, uma re-imaginação em 2007 e promete virar filme em 2011 ou 2012!

Pulando várias décadas, em 2001, o gênio da animação Hayao Miyazaki lançou sua obra prima, vencedora do Oscar, “A Viagem de Chihiro”. Miyazaki é conhecido pelo mundo como o sucessor de Walt Disney, pois até hoje seus filmes são desenhados à mão, mesmo com toda tecnologia disponível. Poderia ter escolhido qualquer um de seus filmes, sempre com criaturas fantásticas vindo do da cultura japonesa, mas esse é um dos meus favoritos. No filme, Chihiro, uma menina de 10 anos, esta de mudança com seus pais para uma nova cidade e no caminho pega um atalho onde se depara com um túnel. Movidos pela curiosidade eles atravessam o túnel e adentram o mundo mágico. Considerado um dos melhores filmes da década, “A Viagem de Chihiro agrada a todas as idades.

É claro que numa lista como essa não poderia faltar pelo menos um filme de Tim Burton, e o melhor representante, nesse caso, é “Peixe Grande” de 2003, uma grande fábula moderna! No filme, Edward Bloom, que, quando mais jovem, era um vendedor que viajava o mundo, é um grande contador de histórias à beira da morte, e com a ajuda de sua mulher, tenta se reconectar com seu filho jornalista. Nesse cenário, Edward Bloom reconta suas historias e aventuras fantásticas, com mundos coloridos (a fotografia é linda!), gigantes, sereias, personagens circenses, numa história tocante onde a realidade e a ficção se confundem.

Nos últimos anos, nenhum filme trouxe personagens tão extraordinários quanto o mexicano/espanhol “O Labirinto do Fauno” (2006), dirigido por Guillermo Del Toro. O filme se passa durante a Guerra Civil Espanhola e conta a historia de Ofélia, uma menina que se vê forçada a se mudar com a mãe para um acampamento militar franquista, pois seu novo padrasto é um militar sangrento. Lá ela descobre uma entrada para um labirinto onde encontra um fauno, que, convencido que ela é a princesa a muito desaparecida, lhe dá três tarefas a cumprir. Mais um filme que a fantasia e a realidade se misturam, os personagens são tão fantásticos que rendeu ao filme um Oscar de melhor maquiagem, além de direção de arte e fotografia. Um conto de fadas moderno.

Filmes assim são muito comuns no cinema, como “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus”, “Alice no País da Maravilhas”, “O Labirinto”, “A História Sem Fim” e inúmeros outros! Deixei algum de fora? Qual é o favorito de vocês?

Até semana que vem!

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13 ago

Radiola

por: Vanessa Mello categoria: Radiola

Dê sua dica!

Pedido feito, pedido realizado! Nossa querida leitora Maise entrou em contato com a gente nesses últimos dias e nos deu uma indicação muito agradável para a Radiola. Trata-se de uma banda amiga chamada Suéteres, lá do interior de São Paulo, mais especificamente de Pirassununga.

O grupo é formado pelos amigos Lucas, Igor, Gabriel e Guinho, adoráveis caipiras que fazem um som sem sotaque, como consta no próprio MySpace da banda. A união do gosto pelo rock com o ritmo pacato de uma cidadezinha do interior resultou no som do Suéteres, uma banda que assume o gênero “rock caipira”, mas que acrescenta pegadas folk e pitadas do bom indie-rock. Paulo Camossa, autor do texto de divulgação da banda, descreveu muito poeticamente o mais novo álbum do quarteto:

“As letras de “Rua Caetés”  foram cuidadosamente tecidas e encaixadas nas músicas: não há hiatos silenciosos ou sílabas forçadamente prolongadas. O frescor sonoro é ressaltado por uma poesia na primeira pessoa e esporadicamente parnasiana, que evoca estranhamento e beleza”.

Com letras suaves e um instrumental sem exageros, o álbum “Rua Caetés”composto por 12 canções é, de fato, merecedor de atenção neste cenário musical em que vemos hoje no Brasil.

Eu já escolhi minha preferida: “Vale se jogar” com o lindo refrão “dó de quem troca um hoje por dois amanhãs” e alguns assobios. Também destaco “Se for de aplaudir” e “Fábula”, além do single “Eu já vi pior”,  escolhida para ser o primeiro clipe da banda.

Gostou? Então continue ouvindo na página do MySpace ou entre no site oficial. Lá você pode baixar gratuitamente o “Rua Caetés”, conferir todas as letras, muitas fotos e acompanhar o blog da banda. E se você também tiver uma boa dica que combine com a Maria Filó, pode mandar para gente! É só enviar um email para vanessa@radioibiza.com.br com cópia para contatoblog@mariafilo.com.br com informações sobre a banda, fotos e vídeo, lembrando que somente os emails selecionados serão respondidos. Se sua indicação for muito bacana, sairá na Radiola!

Um ótimo fim de semana para todas! ;)

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07 ago

Radiola no Cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

Estreias de Agosto

E já chegamos em agosto! O blog tá se cara nova e eu vou aproveitar essa ondapra contar pra vocês as novidades que vem por ai neste mês, que é o último do concorridíssimo verão norte americano. E temos muitas estreias legais.

Essa semana já começou com dois filmaços chegando nos cinemas. O primeiro é “A Origem”, filme de Christopher Nolan (diretor de “Batman o Cavaleiro das Trevas) estrelado por Leonardo DiCaprio. O filme, no melhor estilo thriller investigativo, é líder de bilheteria nos Estados Unidos ha três semanas seguidas e vem sendo um dos filmes mais comentados do ano, muito elogiado pelos críticos tanto quanto pelo público.

O segundo é a animação “Meu Malvado Favorito” de Pierre Coffin e Chris Renaud que marca a estreia da nova produtora de animação Illumination Entertainment que entra no mercado para concorrer com a Pixar. O filme, conta com a voz de Steve Carrell no original e por aqui dublado pelo comediante Leandro Hassum, nos apresenta Gru que planeja roubar nada mais nada menos que a lua! Mais um sucesso de bilheteria.

Dia 20 também estreia nos cinemas nacionais “O Último Mestre do Ar” de M. Night Shyamalan, diretor do clássico moderno “O Sexto Sentido”. Embora tenha feito muito sucesso com seus primeiros filmes, seus últimos têm sido muito polêmicos e o diretor aposta todas suas fichas nessa aventura fantástica baseada numa serie de TV animada sobre um menino de 12 anos que precisa aprender a dominar seus poderes para salvar o mundo. O filme chegará aos cinemas nas versões normal (2D) e em 3D.

Outro filme que vem causando polêmica desde que foi anunciado também estreia esse mês, no dia 27: o remake “Karatê Kid”. Com essa onda de refilmagens e remakes de sucessos dos anos 80, os produtores optaram por atualizar a história clássica, imortalizada por Ralph Macchio no papel principal e Pat Morita como seu mentor Sr. Miyagi. O novo filme se passa na China e é protagonizado pelo filho de Will Smith, Jaden Smith, e o papel de mentor ficou com Jackie Chan. Apesar de toda polêmica, o filme foi sucesso de bilheteria nos Estados Unidos e os produtores já vem estudando a uma continuação!

Além desses destaco também “Le Refuge”, filme do francês François Ozin, o brasileiro “Reflexões de um Liquidificador” de André Klotzel e “Baaria – A Porta do Vento” de Giuseppe Tornatore, mesmo diretor de Cinema Paradiso, indicado ao Globo de Ouro de melhor filme de língua estrangeira.

Tem bastante coisa boa pra ir assistindo enquanto esperamos (eu, pelo menos, ansiosamente!) a estreia de “Scott Pilgrim Contra o Mundo” por aqui, já que lá nos Estados Unidos ele estreia dia 13 de agosto. A previsão para os cinemas brasileiros infelizmente é só em novembro.

Aproveitem e até semana que vem!

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06 ago

Radiola

por: Vanessa Mello categoria: Radiola

Qual a trilha perfeita para se sentir Nas Nuvens? Qual a música ideal para deitar, olhar o céu e imaginar bichinhos nas formas das nuvens? E para sentir o toque da brisa em nosso rosto? Que delícia! Realmente esta nova coleção da Maria Filó está leve, apaixonante e nos faz sonhar alto. Por isso, a Radiola dessa semana também entra em clima de veraneio e te dá uma ajudinha na hora de escolher o som perfeito para aproveitar esse sentimento de encantamento.

 

Imagine-se no fim de uma tarde fresca, sentada ao pé de uma árvore e observando de longe a festa no céu. Você está rodeada de libélulas, olhando as lindas cores do céu e sonhando de olhos abertos. A música do momento é “Underneath the Mango Tree”.

 
Agora lembre-se dos tons terrosos do nordeste brasileiro, misture com as cores intensas do céu do sertão (lembre-se do amarelo, do laranja e azul) como em uma imagem aquarelada e some a isso a música “Êfemera” da Tulipa Ruiz. “Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. Hoje é o tempo preu ficar devagarinho com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras…”

 
Para a noite, observamos o brilho da lua e o show de luzes que toma conta da Aurora Boreal. O som perfeito para curtir a tranquilidade e a sofisticação noturna é “Minor Swing” de Belleruche.

Até mais

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31 jul

Radiola no Cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

James Bond

O post dessa semana é em homenagem a uma das cinesséries mais duradora da história do cinema: a franquia do espião James Bond, baseado nos livros do escritor inglês, Ian Flemming. O primeiro romance, “Casino Royale”, é de 1953, e embora o autor só tenha escrito 14 livros, a cinessérie já conta com 22 adaptações para a tela grande.

Desde o primeiro filme “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962) até o ultimo, “007 – Quantum of Solace” (2008), o personagem já foi vivido por 6 atores diferentes: Sean Connery, considerado o melhor James Bond pela grande maioria de público e crítica, o interpretou 5 vezes, foi substituído por George Lazenby que não fez sucesso no papel, então Connery voltou para um sexto filme. Temendo ficar marcado demais como James Bond, Connery não aceitou interpretar o personagem mais uma vez, e em seu lugar entrou Roger Moore popularizando ainda mais o papel na década de 70 até meados de 80, sendo o ator que viveu o personagem na tela mais vezes, 7! Ficando velho demais para o papel, Timothy Dalton entrou em seu lugar no final dos anos 80 em dois filmes.

Com o final da Guerra Fria (tema recorrente dos livros e filmes), o personagem acabou ficando quase que obsoleto, obrigando os executivos de Hollywood a procurar uma solução que trouxesse James Bond para esse novo mundo. E foi em 1995, seis anos após o último filme, que entrou Pierce Brosnan como Bond, com uma interpretação mais humana e moderna, assim como inimigos novos. Brosnan foi Bond por 4 filmes, sendo substituído em 2006 por Daniel Craig, o que causou polêmica, pois sua aparência era bem diferente dos Bonds anteriores. Craig interpretou Bond em 2 filmes e já está assinado para um terceiro, que apesar de já ter um roteiro pronto e diretor escalado, ainda não tem previsão de inicio de filmagem pois a MGM, estúdio detentor dos direitos autorais do personagem, está com uma divida de mais de 5 bilhões de dólares e está beirando a falência.

Durante esses 46 anos uma das coisas que mais marcaram os filmes foram as músicas. O tema de James Bond é um dos mais conhecidos (e populares) da história do cinema, composto por Monty Norman e orquestrado por John Barry. Além disso, cada filme, em sua abertura, conta com uma música escrita especialmente para o filme, sempre por artistas de grande porte. Alguns dos meus favoritos são:

Shirley Bassey: ela gravou música para 3 filmes diferentes, sendo a voz mais conhecida dos filmes de Bond: “Goldfinger”, “Moonraker” e a minha favorita “Diamonds Are Forever” . Essa ultima, inclusive, foi usada como sampler para uma música do Kanye West.

Carly Simon: sua música “Nobody Does It Better” composta para o filme “007 – O Espião que me Amava” fez tanto sucesso que ela acabou incluindo no seu álbum e foi um dos grandes sucessos de 1977. A música também foi utilizada em outros filmes mais recentes, como “Encontros e Desencontros”, além de ter sido regravada pelo grupo de punk rock Me First And The Gimme Gimmes.

Paul McCartney: o ex Beatle gravou com seu novo grupo, Wings, a música tema “Live and Let Die” do filme “007 – Viva e Deixe Morrer” de 1973. Um clássico instantâneo para a banda, e um dos seus grandes sucessos até hoje. No final dos anos 90 o Guns N’ Roses regravou a música, trazendo a para uma nova geração de fãs.

Além desses, muitos outros grandes artistas gravaram para os filmes, como Sheryl Crow, A-Ha, Duran Duran, Gladys Night, Tina Turner e mais recentemente, Madonna e Jack White com Alicia Keys. E para vocês, qual é a melhor música ou filme?

Até semana que vem!

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29 jul

Radiola

por: Vanessa Mello categoria: Radiola

Com um quarteto talentoso por trás, Kimbra é a grande revelação no cenário musical da Nova Zelândia. A moça de apenas 20 anos possui uma voz que engana sua idade e torna-se poderosa quando apresenta um pop encantador com pitadas de soul, jazz e eletrônico, tendo sido fortemente inspirada em grandes nomes como Nina Simone e na excentricidade contemporânea que ouvimos em Björk e Camille.

Seu primeiro single “Settle down”, divulgado recentemente, fará parte do álbum de estréia “Vows”, que será lançado até o final deste ano. Em seu MySpace, já nos avisam: “Settle Down ilumina o palco, bem como a pista de dança com seus grooves de funk e a fusão irresistível de diferentes gêneros musicais”. Ficou curiosa? Então aumenta o som e assista o clipe da música que é recheada de “boom boom boom ba’ e de gostosas palminhas. :)

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24 jul

Radiola no Cinema

por: Darke Mattos categoria: Radiola

Maria Antonieta

Gosto de filmes de época. Em geral, são filmes com fotografias lindas, um cuidado excepcional para figurino, direção de arte e que conseguem nos transportar para outros tempos. Filmes tão diversos como “Razão e Sensibilidade” (1995) de Ang Lee, “A Época de Inocência” (1993) de Scorsese e “Ligações Perigosas” (1988) de Stephen Frears são ótimos exemplos. Mas tem duas coisas que realmente me chamam atenção: originalidade e ousadia.

E isso “Maria Antonieta” (2006) de Sofia Copolla tem de sobra. Recém saída do sucesso de publico e crítica “Encontros e Desencontros” (2003), a diretora optou por fazer um filme baseado na vida da rainha mais famosa e icônica da França, focado nos anos anteriores a revolução francesa em 1789. Mas ao invés de se manter ao convencional, Copolla fez um filme moderno e extremamente estilizado.

É no figurino, vencedor do Oscar de 2007, que essa ousadia fica mais evidente. Embora seja semelhante ao que era usado na época, as roupas são mais modernas e estilizadas, e durante um momento do filme, Kirsten Dunst, que interpreta a personagem-título, aparece de All Star Converse azul! Segundo a diretora, ela usou esse artifício para mostrar que Maria Antonieta, apesar de rainha, era uma adolescente típica. Tem que ter coragem!

A trilha sonora também se destaca dos filmes desse estilo: ela é composta por uma mistura de músicas clássicas e bandas atuais! Em um momento do filme, podemos ver Maria Antonieta correndo pelos corredores do Palácio de Versailles ao som de “What Ever Happened” do The Strokes!

Alem deles a trilha também conta com Air, The Cure, New Order, The Radio Dept. e muitos outros.

Original não é? Além de tudo isso, o filme foi totalmente filmado na França, com uma fotografia linda e acesso aos locais em que Maria Antonieta realmente viveu. Vale a pena conferir!

Ate semana que vem!

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