Como uma boa correspondente de São Paulo, preciso contar para vocês os lugares que mais gosto de freqüentar.
As top 4 noitadas são:
Melhor Noite: Festa Crew
Famosa na cidade, é comandada pelos famosos DJs Lalai, Fabilipo, Killer on the Dancefloor, Roots Rock Revolution, Database, Gil Barbara, entre muitos outros. Se estiver em São Paulo e der sorte de rolar Crew, vá!
Melhor Noite: I.N.E.U.K. – Isso Não É Um Karaoke
Dá uma olhada nesse video que você vai entender exatamente como funciona.

Melhor Noite: Funhell
A noite que aqueceu durante muito tempo a famosa Funhouse, agora rola no mais novo clube de São Paulo, o Estudio Emme. Além de atrações internacionais, os DJs da “casa” tem extremo bom gosto musical. Basta dar uma olhada no blog da turma pra entender o que quero dizer.

Melhor Noite #2 Estudio Emme : Balada Mixta
Difícil não falar da Balada Mixta, ótima para fãs da famosa “I Love Pop”, a festa comandada pelo querido @PedroBeck e sua fiel escudeira @Katylene lota o Estudio Emme e traz o melhor do pop dos 80’s, 90’s, e 00’s.
Tem duas coisas que estão “em alta” na minha vida:
1. O Google Reader e a facilidade que ele me traz pra navegar entres os mil blogs de moda e música que eu acompanho.
2. O look monocromático.
Minha #ficadica do mês vai pro Google Reader. Se você ama blogs como eu, não pode viver sem ele. Pra usar tem que ter uma conta no Gmail, mas sinceramente, com a quantidade de armazenamento de emails e anexos que o Gmail oferece, não tem como não ter uma.

O Google Reader é um espaço reservado para sites que fornecem os famosos “Feeds”. O “feed”, que vem do verbo “alimentar” em inglês, é um formato de dados usado em forma de comunicação com conteúdo atualizado freqüentemente, como sites de notícias ou blogs.
Lá no Google Reader você adiciona quantos sites quiser. Eles fornecem os feeds e armazenam as atualizações desde a última vez que você acessou. Difícil de entender? Fiz um print screen pra vocês terem uma ideia inicial, mas vale a pena perder umas horas mexendo.
Então… #ficadica
O Look Monocromático
Definição: harmonia de uma cor e seus diferentes tons.

O look monocromático tem sido visto em diversos desfiles ao redor do mundo.
Meus exemplos acima são da Burberry e da Chloé.
Vi uma série de desfiles que apresentavam looks feitos de várias peças, de materiais diferentes, porém todos da mesma cor em diversas tonalidades.

Acima são exemplos de blogs que acompanho, de meninas do mundo afora, pra mostrar uma releitura dos looks no dia-a-dia.
E também fotografei uns looks monocromáticos aqui em São Paulo para dar uma ideia de como adicionar esse estilo ao seu guarda-roupa.

E aí meninas, se animaram a testar o look monocromático? Nesta coleção não faltam opções na Maria Filó para vocês aderirem a tendêncinha.
Beijos e até a próxima Ponte Aérea.
Marina.
De volta ao Brasil há alguns anos, a Marina vai estar aqui Na Filó quinzenalmente com a coluna SPecial escrevendo sobre as novidades mais bacanas de SP e tudo que essa grande metrópole oferece para o mundo, confira:
No meu primeiro post, vou falar sobre o que é assunto número um aqui em São Paulo: os festivais de músicas.
The Creators Project e SWU Music and Arts Festival são os tópicos dessa semana.

The Creators Project
O projeto, iniciativa da VICE e da Intel, veio ao mundo para juntar todos que têm em comum a paixão por criatividade e tecnologia.
O plano é reunir em 7 países diferentes (Brasil, EUA, França, Alemanha, Reino Unido, China e Coréia do Sul) milhares de pessoas em shows, exposições de arte, exibições de filmes e debates. A série de eventos começa em NY e de lá vai para Londres, São Paulo, Seul acabando em Pequim com um mega evento de três dias que contará com artistas e exposições de todo o mundo.
O evento está marcado pra rolar esse mês, dia 14 de agosto, aqui em São Paulo.
Para ver mais detalhes sobre o que está por vir, dê uma olhada no site.
http://www.thecreatorsproject.com/pt-br/

SWU Music and Arts Festival
O próximo festival da lista é o SWU Music and Arts Festival. Nos últimos meses, temos aguardado ansiosamente o anúncio das bandas que virão e o preço dos ingressos. O festival vai durar três dias (9, 10 e 11 de outubro) e será em Itú, cidade que fica aproximadamente a uma hora da Grande São Paulo.
Dia 9 já temos confirmados o famoso Rage Against the Machine, Os Mutantes e na tenda eletrônica, Dj Marky, The Twelves (que eu ADORO), Glocal e nossos queridos e talentosos amigos daqui de São Paulo, o Killer on the Dancefloor. O dia 10 segue com Kings of Leon, Dave Matthews Band, Sublime with Rome, Regina Spektor, DJ Sharam, Capital Inicial e Jota Quest. Dia 11 termina com Linkin Park, Pixies, Incubus, Cavalera Conspiracy, Dj Ero Alkan, Avenged Sevenfold e o Queens of Stone Age.
O site do evento é bem completo, você consegue informações sobre cada banda, local do evento, seus organizadores e como conseguir o seu ingresso a.s.a.p.
Fora que a iniciativa sustentável do festival é formidável http://www.swu.com.br/

De todas as bandas já confirmadas, as top 3 são:
Sublime
A banda fez um enorme sucesso nos anos 90 até o cantor original, Bradley Noel, morrer de overdose em 96. O primeiro álbum “40oz. To Freedom” é meu favorito e dá pra ouvir do começo ao fim curtindo o melhor do alternative rock ska punk.
Entrando no site, você tem uma ideia do que rolou com a banda e o que vai rolar no festival: http://www.sublimewithrome.com/
Incubus
Também da Califórnia, o Incubus ganhou destaque com o álbum S.C.I.E.N.C.E em 1997. Eu vi o show deles em 2007 no Rio de Janeiro e foi incrível. Além de cantar as músicas dos velhos tempos, ouvimos todos os hits de Light Grenades, álbum da turnê. Para conhecer mais, ouça: “Drive” do álbum “Make Yourself” / “Megalomaniac” do álbum “A Crow Left of the Murder” / “Anna Molly” e “Love Hurts” do álbum “Light Grenades”.
Mais informações no site:
http://www.enjoyincubus.com/us/home
Kings of Leon
Atualmente uma das minhas bandas favoritas, a família Followill, composta por três irmãos e um primo, se destacou primeiro no Reino Unido apesar de ser uma banda americana. O sucesso só veio em seu país em 2008 com o disco “Only by the Night”. Músicas obrigatórias do álbum? “Use Somebody” e “Sex on Fire”.
Mais informações aqui:
Anotem as datas na agenda e programem-se
Projeto Cabine + PaperPark

A Cabine é um projeto que faz a dobradinha música-exposição de arte,com ares de festinha entre amigos, mas sem a galera do carão. Tem tudo o que a gente espera: boa música, bebidinhas e pessoas querendo se divertir. A designer Beta Harada e o cineasta e músico Gui Simas criaram o projeto em fevereiro de 2009 e lideram as carrapetas com new wave, rock, funk e cositas más.
Entre o boca a boca dos amigos, o projeto foi crescendo e abrindo espaço para uma galera que não tinha onde expor seu trabalho.
Na última vez que fui,a exposição da vez era a PaperPark, realizada em parceria com a Mojo design, famosa pelas carteiras descoladas feitas em papel. Os designers Bruno Honda e Carlo Giovani utilizaram papel reciclado como matéria prima para as suas obras.É sustentabilidade sem ser eco chato.

Para Bruno, os objetosdo dia-a-dia são o próprio suporte. Um vidro de shampoo, por exemplo, vira um toy arte e caixas de papelão, aparentemente inutilizáveis, revivem em forma de bonecos gigantes.
Já Carlo Giovani utiliza papel reciclado como ponto de partida para recriar formas. O destaque da sua instalação é a série de zumbis que saem das paredes, com traços robóticos, bem na pegada “Transformers”.
A PaperPark contou também com as fotografias de Bruno Rondinelli.
O projeto Cabine é itinerante e nunca tem data certa para acontecer. Fique ligado no site http://projetocabine.blogspot.com/ e divirta-se.
As Padocas

Um dos estabelecimentos mais emblemáticos de São Paulo são as padarias, carinhosamente chamadas de padocas por aqui. Algumas funcionam como verdadeiros mercados, e além de toda variedade de pão, encontramos de tudo um pouco. Outras são menores e mais gourmets. Todo paulistano que se preze tem a sua preferida, que faz aquele tostex inesquecível ou dá aquela arrematada no final de noite.
Fiz uma enquete entre alguns amigos e descolei aqui alguns dos endereços mais queridos da cidade.
“Villa Grano”
No coração da Vila Madalena, vive sempre cheia de gente que entre uma balada e outra precisa recarregar as energias. Deixe o seu preconceito junkie de lado e aposte no delicioso sanduíche vegetariano de lá.
“Galeria dos Pães”
Além de 24h, a boa pedida da padaria é o brunch nos finais de semana.
http://www.galeriadospaes.com.br/default.aspx
“Bella Paulista”
A minha mais recente descoberta da madrugada, que têm sido cada vez mais frias e combinam muito bem com o chocolate quente de lá. Melhor alternativa para quem estiver nos arredores da Augusta.
“Pão”
Se quiser pegar leve e comer pães artesanais e orgânicos e muito saborosos, vale a pena ir à Pão e se deliciar com os quitutes do padeiro Rafael Rosa.
http://www.padariaartesanal.org/ siga no twitter @padariaorganica para saber das novidades na hora que saem do forno.
Até mais meninas!
Choque Cultural

O excesso de concreto e construções que faz de São Paulo uma cidade hostil e cinza para a maioria, é cenário inspirador aos olhos dos grafiteiros. É nas ruas, becos e muros da cidade que esses artistas andarilhos se revelam e imprimem cores e formas.
A Choque Cultural é uma galeria que desde a sua fundação, em 2003, coloca em evidência o trabalho desses artistas, além de fazer intercâmbio com várias galerias gringas, fortalecendo o nome do Brasil lá fora.
Antes de me mudar para São Paulo eu já conhecia a Choque e toda vez que eu vinha à cidade, ir lá era parte obrigatória do meu roteiro. O espaço por si só já é bem legal: uma casa completamente grafitada por fora e por dentro, cheia de cartazes lambe – lambe.
Com curadoria de Baixo Ribeiro, Mariana Martins e Eduardo Saretta, a Choque conta com artistas como Carlos Dias , Daniel Melim , Titi Freak, Zezão e o Stephan Doitschinoff AKA Calma, um dos meus favoritos.
A exposição atual é do mineiro Ramon Martins, prata da casa. A galeria ainda tem um ótimo acervo de gravuras à venda, muitas com preços bem acessíveis. Uma ótima oportunidade para se conhecer o trabalho desses poetas urbanos que enchem de leveza a dureza do concreto.
http://www.choquecultural.com.br/
Choque Cultural
Rua João Moura, 997
Pinheiros
Vanguarda Paulistana e a “Casa de Francisca”
Em meados dos anos 70 e início dos anos 80, quando o foco do investimento da indústria fonográfica era o rock’ n’ roll, um grupo de paulistanos interessados em fazer música brasileira e experimental, juntou forças para fazer a diferença e aparecer à margem do mainstream. Surgia então o movimento musical “Vanguarda Paulistana”, underground, independente e maldito.
Só para citar alguns nomes: Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé (que lançou um dos primeiros discos independentes do Brasil), Grupo Rumo, Alzira Espíndola, esta última é figura constante nos meus playlists.
O palco principal para as apresentações dessa turma era o teatro “Lira Paulistana”, um marco dessa época em São Paulo, por ter aberto as portas e ter servido de inspiração para grandes bandas que estourariam nas FMs do Brasil: Ultraje a Rigor e Titãs.
E por quais palcos andam os nossos queridos vanguardistas? Um dos redutos oficiais é a Casa de Francisca http://www.casadefrancisca.art.br/ . Uma casa bem pequenina e incrustada entre prédios modernosos e espaçosos nos Jardins. Eu decidi ir lá conferir um show da Alzira Espíndola. O lugar parece um cabaré e a acústica é ajudada pelas cortinas e mobílias de madeira. Como os tempos de vanguarda e anarquia já passaram, o ideal é fazer reserva, porque a lotação da casa é rápida. Dá para jantar ou comer delícias como uma polentinha com ragú de carne servida em uma mini panela Le Creuset. Combinação perfeita para o frio que já está bombando em São Paulo.

Curiosidades: Ano passado foi filmado um documentário sobre os 30 anos do Teatro “Lira Paulistana” http://lirapaulistana.net/.
Se liguem nos filhos dos vanguardistas que já estão dando o que falar: Iara Rennó, Clarice Espíndola, Dani Black, Luz Marina, Anelis Assumpção, Lucas Espíndola, Tulipa Ruiz, Mariana Aydar.

Calma, São Paulo, até cuscuz descansa… já diria a cantora sotero-recifense Karina Buhr. Megalópole famosa pelo corre-corre, a paulicéia desvairada precisa desacelerar e respirar um pouco de ar puro de vez em quando para continuar pulsante. O que fazer para se desligar desse dia-a-dia sem precisar ir muito longe?
Seguimos para Cotia, e é uma ótima surpresa perceber que temos tanto verde a meia hora do centro da cidade. A parte da manhã vai ser dedicada ao templo budista ZuLai, o maior da América Latina. Podemos descobrir muito dos costumes dos monges, entender mais os rituais budistas e sentir na pele a paz e o contato com a natureza. A construção do templo é fiel aos originais e nos perdemos entre os detalhes, arabescos e festival de cores. Vale seguir o passeio guiado.

Para continuar no clima e para quem quiser cometer o pecado da carne e consumo, vamos dar seqüência ao nosso programa no Estúdio Glória, ali pertinho. Essa loja com ares de casa de campo vende móveis originais dos anos 20 a 80, restaurados e repaginados. A loja é superdivertida, e dá para garimpar vários itens que dão aquele toque criativo na decoração da sua casa. Depois de circular pelos cômodos da loja, renda-se à comidinha caseira do lugar, acompanhada de uma caipirinha de amora colhida direto de uma das árvores do Estúdio.

Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461
http://www.templozulai.org.br/zulai.htm
Rua dos Engenheiros, 410
http://www.estudiogloria.com.br/blog/
Siga o caminho: http://migre.me/BoDc
A Merça da Vila
A Vila Madalena é considerada o bairro artístico-boêmio de São Paulo e a minha identificação foi imediata. Com bares e lojinhas para todos os gostos e sempre muito charmosos, a Vila foi eleita meu bairro de coração e de tanto eu viver circulando por suas ladeiras, acabei decidindo me mudar pra lá.
A pedida de hoje é a Mercearia São Pedro, a Merça para os íntimos. Como o próprio nome diz, o espaço era uma vendinha de bairro que nos anos 70 expandiu seus domínios para locadora, livraria e, para a nossa felicidade, bar.
Quando chegamos na Merça, já nos deparamos com um cenário inusitado: prateleiras abarrotadas de livros, DVDs junto com materiais de limpeza e bebidas. Entre uma cervejinha e outra podemos folhear um Leminski, escolher um filme ou ainda fazer aquelas comprinhas de última hora. Tudo muito natural e sem frescuras.

Nas varandas ou em pé na calçada, o público varia entre pessoas ligadas ao mundo da arte, cinema e música, sem contar os personagens mais famosos da boemia paulistana que acabam sempre circulando por lá. Sem dúvida, a Merça é um lugar ótimo para um esquenta ou para beber com os amigos sem hora para acabar.
Se você decidir ir na hora do almoço, não pode deixar de passar no Spazio Vintage Bar Café, um brechó que fica ao lado, com um acervo bem interessante e peças em ótimo estado. Uma curiosidade: lá eles têm uma seção onde você encontra roupas e acessórios de exército originais de todos os lugares do mundo, além de um pequeno museu com esse tema. Um singelo toque cultural no nosso programa.

Spazio Vintage Bar Café
Rua Rodésia, 74, Vila Madalena, 3815-8480. 9h/19h
Mercearia São Pedro
Rua Rodésia, 34 , São Paulo, SP
Tomie Othake
Além dos celulares Nokia, o design finlandês tem muita história para contar. Sabendo disso, programei uma visita ao Instituto Tomie Othake assim que soube que estava em cartaz uma exposição com esse tema.
A Finlândia conquistou espaço de destaque no design mundial desde que o adotou como política de desenvolvimento do país, fortalecendo todo o processo produtivo, inclusive através da legislação.
Ora utilizando formas simples e minimalistas, ora se inspirando em formas orgânicas, o design finlandês é atemporal. Fiquei encantada com a diversidade de técnicas utilizadas nas peças de vidro e cristal e com as linhas limpas e sinuosas das mobílias e da arquitetura.

Para quem adora estampa, a exposição trouxe os grafismos da Marimekko http://www.marimekkotarina.fi/, que ganhou fama quando Jackie O. Kennedy desfilou suas roupas nos anos 60. Foi reservada uma sala inteira com vestidos e mantôs da grife. A marca registrada é a padronagem com cores vibrantes, referência constante em várias coleções de moda vistas por aí. Ao final da exposição, vale conhecer a lojinha do Instituto, que conta com objetos de design de artistas brasileiros, além de livros e filmes de arte.

Depois da exposição bateu aquela fome? Uma pedida irresistível é sentar na varanda do Sachinha e relaxar tendo como cenário o visual da Vila Madalena. O bar fica no alto da Rua Paschoal Vita, a uns 10 minutos do Instituto, mas parece uma cidade do interior, com suas ruas tranqüilas e casebres antigos. A boa é a costela no bafo com Serramalte de garrafa.

Se quiser fazer esse roteiro, segue o link do caminho do Instituto Tomie Othake ao Sachinha http://migre.me/vItS
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201
Estrelas do Design Finlandês – Até 2 de maio de 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Rua Paschoal Vita, 208
Rua Augusta
Para uma frequentadora da Lapa e de Botafogo como eu, a Augusta foi amor à primeira vista. Como é praticamente impossível explicar essa rua em só um post, montei um roteiro para você tirar as suas próprias conclusões.
Para começar, ali no final da tarde, minha sugestão é um cineminha em uma das cinco salas do Unibanco, que, como as do Rio, têm uma programação mais interessante, livre de blockbusters hollywoodianos.
Antes da balada (não me vá perguntar qual é a boa da náite por aqui!), há várias opções de comidinhas. Temos um kebab delícia no Kebabel, que vai muito bem com uma cerveja Colorado. Brasileiríssima e com uma embalagem incrível (mais uma), tem misturas inusitadas como aipim, café e mel. O Z Carniceria, é bem rocker e tem poucas e boas opções de sanduíches. É um dos bares do Facundo Guerra e do Tibira, cujo Vegas é um dos grandes responsáveis pela chamada revitalização da região. Para um jogo mais rápido e barato, a boa é uma fatia no balcão do Pedaço da Pizza.
Hora de dançar. Dificilmente o Studio SP não será a melhor pedida. Trata-se da casa de shows queridinha de quem quer conhecer o que está rolando de novo na cena alternativa brasileira e, muitas vezes, do mundo. A programação, de responsabilidade de Ale Youssef, alterna o primeiro time do rock pernambucano, como Eddie, Junio Barreto, Mombojó, com um pessoal mais novo como Barbara Eugênia e Projeto Nave. E de vez em quando ainda pintam sons como The Whitest Boy Alive e Peter Bjorn and John.

Mas atenção: a essência da Augusta provavelmente você vai captar mais entre um lugar e outro do que do lado de dentro. Então perca-se e divirta-se!
A Flávia vai contar Na Filó tudo que tem rolado por Sampa. Essa semana ela dá a dica de um lugar bacana pra se conhecer, a Livraria Pop. Confira:
Pinheiros é pop!
São Paulo ferve à noite e, durante o dia, o que não faltam são opções de programas culturais.
Vizinho da boêmia Vila Madalena, Pinheiros abriga galerias, restaurantes e lojinhas descoladas. A Livraria Pop, que eu já conhecia antes mesmo de me mudar pra cá, é muito mais que uma livraria. É também galeria de arte, café-bar, ponto de encontro de artistas e tudo mais que couber na cabeça inquieta de Roger Bassetto, seu fundador, artista plástico e apaixonado por arte e cultura.
Especializada em livros de design, artes gráficas e afins, a Pop também recebe um público que curte toy art, gravuras e objetos de design. A galeria é completamente integrada ao espaço dos livros, o que dá muita vida ao lugar. Na minha última visita, o artista plástico Marcelo Daldoce finalizava o mural da exposição “24 ilustrações para a revista Playboy”. Nessa expo, que vai até o dia 20 de março, Daldoce contrapõe o universo sensual da revista com a leveza da técnica de aquarela.
E as ideias de Roger não param por aí. A Pop pretende se firmar como editora: está quase pronta a primeira edição especial de artistas que fazem sketchbook (incluindo o nosso carioca Renato Alarcão, do Diário Gráfico). Além disso, Roger planeja abrir seu ateliê, que fica ao lado da livraria, para workshops de pintura, ilustração, caligrafia, entre outros.
E quando eu achei que nada mais fosse me surpreender, descobri que eles vendem Itubaína no Café Pop, que, depois do Guaraná Jesus, é o refrigerante mais legal aqui no Brasil (desculpem os puristas no sabor, mas a beleza da embalagem é fundamental). A cara da Itubaína nova é retrô, o que, para apaixonados por embalagens como eu, é ponto positivo.

Se você ficou tentado com as delícias da Pop e não vai vir para São Paulo tão cedo, pode entrar no site da livraria e comprar via internet. Eles entregam em todo Brasil. http://www.livrariapop.com.br/
Twitter: @livrariapop