Shopping
Sempre achei bacana olhar pra um vestido, uma bolsa ou um sapato, e saber de que marca é, mesmo sem nunca ter visto aquela peça antes. Agora passei a reconhecer também marcas de coisinhas de casa porque acabei de me mudar e ando de olho em enfeites legais pro apê novo. Enfim, acho que tanto pra roupa quanto pra decoração, lojas com personalidade me atraem.
Provavelmente por isso uma das marcas que eu mais gosto aqui em Londres é a Orla Kiely, designer irlandesa cuja marca registrada são acessórios e objetos de decoração com estampas lindas e cheias de personalidade.
Essa estampa aí embaixo e esse formato de bolsa são provavelmente a criação mais famosa, mas a cada coleção surgem coisas novas: capa de laptop, barraca de camping, luminárias, carteira. Tem de tudo um pouco mas sempre com um padrão de cores, estampas e formatos imediatamente reconhecíveis.

Na Finlândia descobri uma outra marca que eu adoro, a Marimekko. Meus objetos de desejo de lá são as roupas de cama e as coisinhas de cozinha. Assim como a Orla Kiely, o forte da Marimekko são essas estampas coloridas, que pra mim ironicamente ficam associadas a verão e calor, duas coisas que nem a Escandinávia nem a Irlanda tem muito pra oferecer.
Aqui vão umas fotos das roupas de cama da Marimekko que um dia eu espero levar comigo pra minha futura casa no Rio – vão combinar muito mais com o sol e o calor daí do que com o tempo cinza daqui!

Kyoto
O lado ruim de viajar é que quanto mais voce viaja, menos os lugares te surpreendem. Não que eu tenha viajado tanto assim, mas o pouco que eu conheço desse mundo ja é suficiente pra eu reconhecer numa cidade uma rua que vi na outra, numa praia a paisagem que vi sentada em outras areias, num prédio uma arquitetura que já vi em alguma outra esquina. E assim fica cada vez difícil sentir o mesmo encantamento de quando vimos o ‘diferente’ pela primeira vez.
Realmente tinha um tempo que eu não sentia esse encantamento até que, há um mês atras, pisei pela primeira vez em Kyoto. Adorei cada canto da cidade, os templos exuberantes, a arquitetura tipicamente japonesa, as ruas fofas lotadas da cerejeiras branquinhas, e até a parte mais ocidentalizada, com lojas de decoração e roupas super descoladas, cafés moderninhos e vários restaurante legais.
Acho que não tem como não se apaixonar por Kyoto, provavelmente porque a cidade tem atração pra todo gosto: a primeira vista parece uma cidade grande como Tokyo, com avenidas largas e prédios grandes; não demora muito e começam a aparecer os templos (pelo que eu li, existem quase 2 mil templos em Kyoto), muitos deles cercados de paisagens sensacionais; não faltam opções de‘ryokan’, o típico hotel japonês onde não se entra de sapato e se dorme em tatames; e tem até uma floresta de bambu de tirar o fôlego, do ladinho de um jardim japonês lindo, que por sua vez é dentro de um dos templos mais legais da cidade – Kyoto é assim: pra cada lado que você olha tem uma coisa mais bonita pra apreciar.
Aqui vão umas fotos dos lugares que mais gostei – quem sabe você não se apaixona por Kyoto também?

Mind the Gap
Londres é mundialmente conhecida pelo Big Ben, o tempo cinza e o metrô eficiente. A rede de transporte na capital inglesa é realmente excelente em termos de extensão e frequência, mas às vezes não tão boa assim quando se trata de pontualidade e conforto. Na hora do rush os trens ficam completamente abarrotados e o calor humano que esquenta no inverno vira pesadelo no verão – não existe ar condicionado no ‘tube’ (o apelido que os ingleses deram pro metrô ) ou nos ônibus. Lembro de uma reportagem (acho que no verão de 2006) dizendo que a temperatura no metrô chegava a 53 graus – ou seja, faz mais calor no metrô de Londres do que no Rio!
Ainda assim o transporte é motivo de orgulhos pros Londrinos e nao é à toa que existe o Transport Museum, que mostra a evolução da rede de transporte na capital desde a época Vitoriana, passando pela construção do metrô (que foi o primeiro do mundo) e o papel do transporte na cidade durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial.
Mas o que eu mais gosto do Transport Museum é a loja de souvenir, que vende mapas do metrô em diversos formatos e estilos, canecas, móveis e um monte de coisinhas pra casa com estampas que vem direto dos estofados dos trens ou dos onibus de Londres.
A estampa dessa luva de forno e desse peso de segurar porta, por exemplo, foi criada na década de 70, comecou a ser usada numa das linhas de metrô (District Line) e depois virou estofado dos onibus também por muitos anos.

Essa almofada à esquerda é inspirada numa estampa criada na década de 30 (imagem à direita) e também foi usada nos trens de uma das linhas do metrô (Nothern Line).

Pros que visitam a loja procurando um presentinho divertido, tem esse patinho imitando os famosos ‘black cabs’ londrinos e também uma cartela de adesivos pros dorminhocos colarem na blusa dizendo ‘me acorde na estação tal’.

E quem quiser ter uma amostra do transporte londrino dentro de casa, o museu tem uma loja online que entrega nos quatro cantos do mundo.
Beijos e até a próxima, com mais notícias do velho continente!
Uma das melhores coisas de estar em Londres é poder sair de Londres. Planejar viagens é uma das minhas distrações preferidas e estando aqui é tudo tão acessível e barato que dá pra soltar a imaginação quando se trata de escolher um destino de férias.
Viajar dentro da Europa é mais fácil do que ir do Rio pra São Paulo, mas pra quem quer ir mais longe Londres tambem é um ótimo ponto de partida – nao é à toa que um dos destinos preferidos dos ingleses é a Asia. Tem opções pra todo gosto e bolso, então ano passado passado eu resolvi finalmente conferir o que a Asia tem e ao mesmo tempo tempo aproveitar uns dias de praia e calor – comprei uma passagem de ida e volta pra Bangkok e passei 2 semanas viajando pela Tailândia, incluindo a capital e as ilhas do sul.
Contar da viagem em si renderia alguns posts, mas o que eu queria falar mesmo é sobre o hotel onde a gente ficou em Bangkok. Adorei cada detalhe, dos funcionários simpáticos ao abajour do quarto, passando pela decoração dos corredores e a cama super confortável. Pra quem estiver planejando conhecer Bangkok, recomendo de olhos fechados: Hotel Phranakorn-Nornlen. O estilo do hotel me lembra muito o da Maria Filó, então acho que vocês vão gostar também. As fotos aí embaixo falam por si só:

Nas fotos você pode conferir em sequência da esquerda pra direita: O corredor (esta sou eu fazendo pose), foco do aparelho de cd, a decoração da recepção, o quarto, o jardim e a varanda do café da manhã.
Beijos e até!
A Kiki mora em Londres e tá morrendo de saudades do clima tropical do Brasil. Ela vai estar Na Filó contando um pouco de tudo que tem rolado por lá. Não deixa de ser um jeitinho de estar “por perto” né? Ela estreia dando algumas dicas de ótimos lugares pra se visitar:
Em Londres os mercados de rua que rolam nos fins de semanas são tão populares quanto praia no Rio. Não faltam opções, e a oferta varia de dia pra dia, de bairro pra bairro.
Pra quem gosta de um programa mais local, ainda não descoberto (ou semi descoberto) pelos turistas, recomendo o Broadway Market, aos sábados, que é uma versão reduzida e interessante do famoso Borough Market. O Broadway é uma deli ao ar livre, com pubs em volta, restaurantes, lojas de decoração e um parque pertinho (o London Fields) que vira, aí sim, uma quase-praia londrina no verão. É onde a juventude moderna do leste de Londres se encontra pra tomar um café, curar a ressaca de sexta à noite e, caso São Pedro permita, tomar um solzinho na grama. Domingo é dia de Columbia Flower Market que, como o nome ja diz, vende flores e plantas todos os domingos de manhã (dica: tudo fica baratinho perto da hora do almoço, quando o mercado está acabando e o movimento vai diminuindo).

O Columbia, a poucas quadras do Broadway, funciona numa rua homônima (Columbia Road), que durante a semana é semi-deserta. Domingo de manhã as barracas são montadas e milhares de pessoas passeiam pela rua estreita a procura de uma plantinha pra varanda ou uma flor pra namorada. O movimento do mercado atraiu um comércio bem legal na área: espremidas atrás de barracas vendendo plantas estão algumas das lojinhas mais interessantes e pitorescas da cidade.