OS TEMPOS
Há um tempo de abrir portas e um tempo de fechá-las. Um tempo de convidar para drinques, e um tempo para recusá-los. Há um tempo para ver a vida em outros rostos, e outro para revisitar as fotografias amareladas.
Há um tempo para começar, e outro para começar de novo. Nunca termina. Por mais que venham anos novos e eles às vezes se provem velhos, nunca há aquele momento da novela em que a imagem congelada e a legenda “fim” decretam que os problemas, os conflitos e as tramas mais dramáticas desapareceram.
Há um tempo para fingir-se de morto, outro para fingir-se de vivo, tudo isso enquanto se vive correndo atrás do rabo do desejo. Entre saber o que realmente se deseja e descobrir se o que realmente se deseja é o melhor para si, há toda uma paleta de cores que a escala Pantone não é capaz de ilustrar. Nunca parece um trabalho totalmente terminado. É uma obra em progresso, que exige algo de artista e algo de atleta. Mas é bom saber que na plateia há um fã número, aquele que puxa os aplausos. E é bom saber que na derrota, há um treinador que lhe sacode o rosto e diz: “Estou orgulhoso de você”.
Eu tenho visto pessoas extremamente felizes com seus animais de estimação. Entendo cada vez mais que há uma felicidade que só cabe aos solitários, mas que ela nunca é maior do que a das pessoas que têm algum tipo de companhia. É impossível ser feliz daquele jeito sozinho. Arrume um amor; se não der, tente um cachorro.
Há um tempo para ligar na CNN e outro no Cartoon Network. Há um tempo em que o champanhe espera para ser estourado, e outro em que ele espera de novo para ser comprado.
Aproveite os dois.



















