Nos deparamos com uma homenagem linda ao Rio de Janeiro no Trendland (aliás, vale assinar o RSS do site). Além das fotos incríveis, você pode assistir ainda um vídeo maravilhoso dirigido pelo Gabriel Mendes durante o carnaval carioca.

Adoramos a estética do filme e, com a chegada do frio, as cenas na praia deram uma saudade dos dias ensolarados…

Agora você se pergunta: ok, o vídeo é lindo. Mas porque tanta atenção para esse ‘tal’ de Gabriel? Bem… Dá uma olhada no que o rapaz já produziu por aqui. ;)

E fica aqui um gostinho do que está por vir…

Estamos ansiosas para mostrar o resultado final!

Ataque de saudades

Resolvi falar de saudade hoje porque fui acometida de um ataque de muitas saudades. Não um saudosismo chato. Uma saudade que é carinho. Faz ver a graça da vida. Ou a cor. Vermelho, por exemplo. Vermelho era a cor do vestido da minha boneca de pano. Tinha outras bonecas, umas que faziam isso, outras que faziam aquilo, mas eu gostava mesmo da minha espaventada boneca de pano. Em certa data esqueci a boneca na cada da minha vó, num daqueles domingos de primos, árvores e correria. De noite, já em casa, na hora de dormir, cadê a boneca? Abri o berreiro, _ como uma coisa dessas podia ter acontecido? _ eu tê-la esquecido? Meu pai ficou com tanta dó que lá se foi, noite alta já, voltar à casa da minha vó buscar a boneca pra eu dormir feliz. Tenho umas fotos com ela do lado, sempre rindo e me ensinando a sorrir também. Aprendi muito com ela, principalmente as coisas mais simples.

São tão pequenas as coisas que despertam saudades… Geralmente têm a ver com gente, com carinho, com abraço. Feito o jeito como ele segurou a minha mão, o brilho daquele olhar, a vertigem de me ver apaixonada, tudo assim, meio do nada. Estou com saudade de ficar ouvindo o dia inteiro a mesma música e com saudade daqueles sentimentos primaveris de que são feitos os inícios. E saudade do mar, que tenho sempre, mesmo quando estou junto dele. Tenho saudades das minhas tias reunidas na cozinha pra fazer nuvens de claras em neve no fogão à lenha da casa da minha outra vó. Tudo tão quentinho. Tenho saudades dos sons daquele dia. Som de família. O que me faz ter saudade do meu avô que gostava de assistir novela e  jogar xadrez até as mais altas horas da noite. Todo santo dia.

Tenho saudades das ruas mais livres e das calçadas mais cheias das crianças que nós éramos, a brincar. A namorar. Saudade de portão com tramela, brancos, verdes, sempre ladeados por canteiros de flores miúdas e rosas graúdas. Saudade de não ser gente adulta,  de chorar por besteira, de ter a ilusão de que o mundo está ao alcance das mãos, essas certezas que só a pouca idade nos dá. Tenho saudade até  de mim, o que é o máximo de saudade que se pode sentir. Tenho saudade mesmo é de morrer de rir.

Desconfio que a saudade sabe exatamente a hora de chegar. Normalmente ela surge de mansinho, quando as cores estão ficando pálidas, e também as vontades, e parece que faltam mil pingos nos “is”. Feito quando estamos ocupados demais, apressados demais, fechados demais, distantes demais. E o coração aperta, e os olhos ficam perdidos num vazio de quase nada, e a pele parece estranhar o toque de tão fragilizada. E a gente se vê pequeno. Outra vez! E de quando pequenos, vem-nos as imagens de todo aconchego. E de todo aconchego, vem-nos a sensação de tantas coisas boas vividas. A saudade instala-se. E vem pra salvar o dia. Vem para avisar, para curar, para acarinhar. Vem para lembrar que a vida é boa e que é hora de sair do buraco. Pelas mãos da saudade a gente volta a sorrir. Sorrir  para  o que já foi e para tudo que para sempre será!

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“Quem é de é, é; quem não é de não é, não é”, diz-se na Lapa, e o bróder que não tá de bobeira dá ideia até na procissão do Círio de Nazaré. Toda ocasião é propícia a uma cantada, comprovam as melhores viúvas, e isso obviamente inclui o ambiente de trabalho.

Antes de nos escandalizarmos, temos que admitir: a cantada no meio profissional existe desde os tempos mais remotos, e acreditem-me, rolava lindamente em cenários mais bonitos que escritórios, repartições e edifícios comerciais. Era o tempo das lavouras coloridas de verde, das colheitas a ceu aberto, dos feixes de trigo que escamoteavam o amor camponês e das carroças drive-in de gemidos acobertados por mugidos.

Esses dias mesmo me lembrei que meus avós maternos se conheceram na fábrica em que trabalhavam, nos anos 40. Aqueles danadinhos.

Hoje as moças urbanoides têm menos calos e mais esmalte nas mãos, mas nem por isso o trabalho virou de menor tensão sexual. Foi numa Redação de jornal que ouvi que o tempo é o melhor cosmético: a moça sem-sal que se senta a duas baias de distância pode-se tornar inescapavelmente sexy meses depois.

Nas profissões com plantão, como são os jornalistas e os médicos, isso é ainda mais crítico e fica mais difícil dizer que “nem tudo se come onde se ganha o vale”.

(Nunca me esquecerei do bróder repórter que, ao ver uma nova turma de trainees no jornal, sentenciou que a safra estava perdida – tudo isso para começar a namorar três meses depois com a treinanda que, hoje, é sua esposa.)

O mercado de trabalho tornou-se um habitat tão predatório que nem nas entrevistas de emprego as mulheres têm sossego. Nos últimos meses, pelo menos duas amigas, ambas dignas moças de família, daquelas que não levam seus currículos para sofás, já me contaram que, após conversarem com um possível selecionador, receberam um telefonema que não era exatamente a notícia de contratação. No dito pelo não dito, era como se o processo de seleção continuasse, só que para outra vaga. Achei sórdido.

Não se escreve amor com RH.

O fim de semana chegou e nossa equipe de Produção de Moda fez duas sugestões de looks com a calça resinada + carteira animal print para curtir o feriado.

Look 1

O duo ganha sofisticação ao ser combinada à camisa fluida de manga longa. Para manter a pegada, invista no salto alto e em acessórios dourados poderosos.

Look 2

Para as mais modernas, a dobradinha calça resinada + carteira animal print fica ainda mais descolada quando pontuada com o colete smokin’ e camisa bicolor recorte festonê. Os acessórios novamente dão o toque final. Adoramos as pulseiras spikes e as bijoux de referência animal.

 

Inspire-se e aproveite bastante o fim de semana!

A Prada lançou essa semana Parallel Universes, parceria com o designer gráfico armênio Vahram Muratyan que criou gifs incríveis para divulgar os acessórios das coleções femininas e masculinas do verão 2012.

A série conta com 13 imagens e foi divulgada esta semana no site oficial da marca.