Casaco tricô nervura Ref.: 01.04.0041

O Três  em Um desta semana fica por conta do casaco tricô nervura na cor meia noite. Com detalhes especiais, o casaco tem ponto rendado nas costas e ponto nervura na frente (na pati e nos punhos). O lurex, que nunca perde seu lugar nas coleções, merece destaque em três formas de otimizar a peça:

Vestido transpasse smoking Ref.: 04.06.0092 Colar frente plumas Ref.: 08.01.0135 Bota leopardo pelo Ref.: 07.03.0002 Bolsa filó lona e couro Ref.: 08.03.0040

No Look 1 a produção fica livre tanto para o dia quanto para a noite. O casaco ganha mais destaque não só pelo contraste de cores, mas também pelo ar minimalista do vestido.  A bota garante a textura que faltava ao look e a bolsa cabernet faz com que a cartela de cores da produção mão seja totalmente neutra e ganhe uma pitada vibrante. Moderninho, cool e chic!

Blusa manga curta Ref.: 04.01.0079 Calça jeans laço Ref.: 05.03.0037 Bolsa shop bag Ref.: 08.03.0046 Sapatilha salomê tricolor Ref.: 07.01.0016

O Look 2 é para quem não abre mão do jeans quando quer apostar em uma peça-luxo como esse casaco. Muitas de nós gostam de usar skinny jeans na hora de escolher um top mais elaborado, para dar uma quebrada na produção, no melhor do mood hi-low. Para não ficar muito básico, sugerimos que a camiseta seja em uma cor contrastante aos tons azulados do jeans e do casaco, como a blusa laranja. A estampa manta da bolsa tem todos os tons do look, deixando bem harmônico e ideal pro dia-a-dia.

Bermuda crepe alfaiataria Ref.: 04.04.0028 Cinto trança metalica Ref.: 08.02.0052 Bota cepa madeira Ref.: 07.03.0003

No Look 3 ele ganha lugar em ocasiões noturnas. A meia-calça preta é complemento essencial nesta época. Combine o short de alfaiataria com a camiseta de malha em listras P&B, para manter o despojamento da produção mesmo que para a noite. Os acessórios ganham pegada maxi, quando escolhemos a carteira e a bota cepa madeira, que levanta o look, deixando-o sofisticado na medida certa. Um crash que sempre apostamos e não cansa, é o animal print com listras.

Pediram à Duda, filha de uma das nossas clientes, que desenhasse o que ela quer fazer quando crescer…

A resposta nos arrancou suspiros! <3

O Tempo de uma Fotografia

Não era nem ontem, e nós éramos um rostinho inocente posando para um retrato escolar. Olhinhos apertados, espertos, ávidos por ver a vida crescer. Crescemos nós. Já no mundo adulto, aquela foto da escola perdeu-se em alguma caixa parda que guarda fotografias do tempo em que elas eram reveladas. Eram aguardadas no suspense de seu conteúdo. Havia prazer em esperar. Fala-se disso:

_ As fotos ficaram boas? _ Vem aqui em casa pra ver!. Diálogos dos século passado.
O mundo adulto, hoje, é cheio de pressa. Nem bem viveu-se algo, e esse algo já foi postado em alguma rede. Desfruta de uns segundos de visibilidade, para depois perder-se, em memórias cibernéticas. Será que as crianças de hoje ainda tiram fotos do tipo grupinho escolar? Todas as carinhas reunidas, professora do lado, e um fotógrafo gorducho mandando fazer xis.
Não há muito tempo para esperas e aguardos. Hoje, é tudo para hoje. Será que no meio de tanta aceleração, dá tempo de se perguntar onde estarão aqueles meninos e meninas do nosso retrato escolar? Caminhos que nos engolem enquanto tentamos acrescentar alguns minutos à mais nas nossas horas corridas, e lá se foram os nossos primeiros melhores amigos.
A que se presta esta nostalgia? Serventia prática, nenhuma! Pensamentos miúdos não se prestam. Eles prezam. Prezam alguma coisa de valor que vai se perdendo pra não se perder tempo, e que podia ‘não’.

Podia-se não perder contato com as pessoas queridas.
Podia-se responder os e-mails com muito mais palavras.
Podia-se telefonar ao invés de encurtar tudo por sms.
Podia-se ganhar da preguiça e chamar amigos pra um jantarzinho.
Podia-se ultrapassar o tédio e organizar uma viagem.
Podia-se fazer mais visitas, pra se ver ao vivo e à cores.
Podia-se escrever uma carta, pra lembrar da própria caligrafia.
Podia-se largar mão de artificialidades e conversar com mais vontade.
Podia-se deixar pra lá a vaidade, e expor os sentimentos com mais verdade.
Podia-se deixar o orgulho de lado e procurar reacender os afetos congelados.
Podia-se dar um tempo aos formalismos das relações, e sair por aí, abraçando os outros,
beijando os outros, olhando nos olhos dos outros…
Podia-se redescobrir aquele amigo, daquele tempo, e surpreender…

Em meio à tantas metas e prazos, a gente sabe que é na companhia do outro, na intenção e na atenção dedicados à amizade e ao encontro que a vida faz sentido. Sem perder tempo com as miudezas que importam, perdemo-nos todos. Perdidos e acelerados, periga que um dia,  a gente não se ache mais.

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‘Ultimamente têm passado muitos anos.’

Rubem Braga

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