NA WEB PARA NEGÓCIO

Peraí que eu acho que esse cara tá me dando mole…

Esses dias, veio uma senhorita perguntar-me se pegava mal ter um perfil em sites de encontro. Coçava a cabeça, olhava de lado, queria saber se os bróderes tinham algum tipo de objeção à solteirice que se oferta na web e marca encontros com base em critérios.
“Vocês levam isso na boa? Ou a menina fica com jeito de fácil”
O assunto era sério: a vida moderna, os avanço tecnológicos, a era Steve Jobs levaram a azaração para dentro de casa, sem risco de cabelos puxados, no ambiente pacato e seguro do lar.
De qualquer maneira, isso significa também o aceno público de uma solteirice interessada em acabar.  Não que as moças evitem falar desses assuntos, tá todo mundo a fim de se dar bem mesmo e já passou o tempo em que isso era “errado”.
Mas a produção de documento na internet, para olhos descontextualizados, gera dúvidas como essas, que fazem muita gente boa evitar publicar seu estado civil nos Facebooks e Orkuts da vida.
Indo direto ao assunto, ainda que eu não acredite muito nesses pegue-e-pegues da internet – há muitos bons motivos para você, leitora, não se preocupar muito com isso.
Primeiro que a vida é sua, e você não está exatamente em oferta. Num site desses, você estará jogando uma isca num mar de bróderes, muitos deles sem-noção e fora da curva da normalidade. O máximo que você vai precisar é de muita paciência na triagem, além de um olho clínico e cirúrgico para escapar de furados. Até porque os homens que participam desses sites escolhem TÃO BEM QUANTO VOCÊS as fotos que vão publicar para atrair.
Por outro lado, estão ali os critérios, e neste mundo acostumado a customizações, há sempre algum perigo de dar certo. Como em tudo na vida.
Pegar mal, não pega. Pode ser até divertido até. Mas, quando começar a namorar, por favor, tire o perfil de cena. Dar de cara com a página da namorada em vigor num lance desses, aí sim, faz a casa cair.