Preparando Sorrisos


Para as crianças tudo é muito simples. No Natal, por exemplo: comemora-se o nascimento do Menino Jesus, que para elas é um menininho muito especial. Parece estranho Ele fazer aniversário e os outros ganharem os presentes, mas então elas pensam que talvez por isso Ele seja tão especial, e assim, fica tudo explicado. Papai Noel é o organizador. O cerimonial da festa. Como ele tem uma porção de ajudantes, escreve-se o pedido de presente para que ele analise, e dependendo do caso, em caso de grandes peraltices, uma cartinha  para o Menininho que tem o poder do entendimento e da alegria dá a certeza de que tudo correrá bem. É um universo paralelo esse Natal das crianças…

Talvez acrescentar significado lúdico e encantado às nossas listas de presentes e providências festivas tornasse tudo mais leve como é para as crianças. O Natal se realiza sim, no capricho de todas as delicadezas que nos prestamos ao outro, mas é preciso relaxar e aceitar que todo gesto carinhoso será considerado. Não precisam ser os pacotes mais bonitos nem os detalhes serem tão primorosos para que sejamos apreciados. O que precisa mesmo é lembrar dos laços que o espírito natalino reacende. As luzinhas nos piscam quase insanas para lembrar-nos da simplicidade e do real significado, lembrar que a Luz existe independente de todas as preocupações. O que não pode faltar é a alegria.

Em adultos, somos nós os ajudantes do Papai Noel, somos chamados a fazer a festa do Menino Jesus, que como se sabe, nos presenteia com muitos dons durante todo o ano, no Natal Ele espera de nós oque é mais perfeito numa festa: OS SORRISOS.
Relaxe a aproveite a festa dos preparativos!

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O Amor e a Beleza

Fabrício Carpinejar e sua firme delicadeza ao dizer que para
os olhos do amor, a beleza sempre estará:

“Você pode se piorar com todo o ânimo, falir a aparência com
todo o empenho, apressar a velhice com toda a juventude,
recusar a se colaborar com todo o orgulho, mas não tem como
esconder sua beleza:
Ela vai aparecer de qualquer jeito.”

Que assim seja!

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Para ficar sempre bela,
por Ines de la Fressange:

. Ser asseada.

. Ser cheirosa.

. Ter dentes bonitos. Fazer limpeza regularmente.

. Sorrir.

. Ser indulgente.

. Ser descontraída e esquecer a idade.

. Ser mais simpática e mais tranquila.

. Ser menos egoísta.

. Estar apaixonada por um homem, um projeto,
uma casa. Isso tem o efeito de um lifting.

. Só fazer o que tem a ver com a gente.
A perfeita atitude Zen.

. Aceitar que existem dias ruins.
E aproveitar os dias bons!

Do livro,  ”A Parisiense, o Guia de estilo de Ines de la Fressange
Editora Intrínseca

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Objetos de Estimação


Estimação é o sentimento de apreço que se tem por algo, independente do seu real valor. Quer dizer: a gente estima por causa dos valores que nos importam em particular, valores que se passam pelas emoções, sabendo-se que o que nos emociona ultrapassa menções cifradas. Estimar também pode ser o verbo que determina aproximadamente um valor. Eu estimo que um objeto de estimação tenha muito mais valor do que muitas coisas caras, porque neles estão contidas as partículas de felicidade de algum momento especial da nossa vida.

Porque a gente cresce, muda, se forma, se estabelece, monta casa, começa coisas aqui, termina coisas acolá, e assim, pelo caminho vão ficando, junto às coisas que deixamos para trás, um pouquinho de nós. Dizem que é preciso saber desapegar-se, o que de fato é, até para que o caminho nos seja mais leve. Mas existem certas coisas que não nos largam.

Nossos amados objetos de estimação. Em cada objeto que resiste e fica, reside o que desejamos que se perpetue em nós. São como que uma prova material de que as coisas boas vividas não foram uma ilusão, e que permanecem ainda e fortes. Às vezes, se não na maior parte das vezes, são coisas muito bobas, que aos olhos dos outros podem até parecer infantis, mas aos olhos de quem guarda, são objetos raros, de apreço que não tem nada a ver com utilidades banais. Sua utilidade é emocional.

Tenho um amigo que guarda uma camiseta de escola com as assinaturas de todos os seus colegas de oitava série. Está emoldurada e em lugar de destaque em seus aposentos. Para que ele guarda isso? Ninguém precisa perguntar. É óbvio que aquele instante da sua vida foi muito importante e decisivo, e que algo na química daquele momento o alimenta até hoje. Foi lá que ele fez os melhores amigos da sua vida. E os mantém até hoje. Conheço gente que guarda conchinhas da praia. Conchas e mais conchas num bonito vidro transparente. Gente assim não tem o mar por perto, então, levam uns pedacinhos de praia pra casa que é pra sentir o perfume da maresia e os calores do último verão. Os sentidos que são muito espertos já conhecem a associação.

O objeto de estimação da minha sobrinha é um sapinho de pelúcia do tamanho da sua pequena mão. Brinquedos e mais brinquedos e quando olho para ela, lá estão ela e o sapinho. Inclusive parece ser caso de  amor correspondido porque o bendito do sapinho não parece querer sair da sua mão. Porquê? Vai saber! Minha mãe tem por estimação medalhinhas de santo. De todos os santos, de todos os lugares onde ela vai, e ainda os que ela ganha porque todos sabem do seu apreço pelas medalhinhas. Na sua bolsa, inclusive, tem muitas de reserva que ela distribui por achar que proteção tem muito a ver com estima.

Tenho amiga que guarda boneca, amigo que guarda camisetas de shows de rock, gente que guarda objetos antigos de família, camafeus, pinguins de geladeira, toalhinhas de crochê, os óculos do avô, a penteadeira da vovó, e tantas coisas. Entre elas, claro, os indefectíveis bichos de pelúcia. Eu confesso que nem penso em me desfazer de um cachorro marronzinho, um urso verde e um palhacinho minúsculo que ganhei do meu irmão. Por que? Não sei!… tem tanto afeto vibrando neles que simplesmente os estimo e os quero por perto.

Somos seres compostos de lembranças. O espaço entre o que é o hoje e o que já será o amanhã é pequeno e passa muito rápido. Objetos de estimação são como uma comprovação de que a nossa felicidade existe, é próxima e possível. Felizes são aqueles que têm muitas coisas amadas à sua volta como sinal. Felizes também são aqueles que não precisam que suas reminiscências sejam palpáveis porque conseguem mantê-las vivas e fortes em suas memórias afetivas. Felizes são os que, entre um costume e outro, conseguem aumentar, um pouco a cada dia, essa coleção de ternuras e afetos de estimação.

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REGA

Você pode regar gente. Porquê sabe, né?… gente, às vezes, murcha, enfraquece, gente desanima, fica sem vitamina, gente também sofre intempéries. E tantas podem ser… Então, você tem o poder da rega. Você é o jardineiro com mãos de cura, ferramentas e insumos. Feito o sorriso. Você rega gente com sorrisos. Aduba com atenção, sendo que o adubo é justamente a atenção. Você canta palavras de estímulo, não deixa a planta sozinha. Você vela madrugadas frias. Faz reza pra espantar as pragas, os mau-olhados, o olho-gordo. Você joga sobre ela a água dos sentimentos mais puros. Você bota reparo, olha com carinho, cobre, descobre, ‘vareia’ de caso para caso, e é quando algo se faz: aquele meio pedaço de gente, aquele meio pedaço de flor murchinha à quem quase mais nada se dava, ressurge nessa fração de amor. Cuidar do outro é um pouco como cuidar da gente mesmo, é como zelar pelo nosso próprio jardim . Porquê é bem desse jeito mesmo: gente que é flor feita todinha de amor.

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