Chás e infusões

Chá

Foto: World of Tea Infusers

O uso de ervas e plantas para tratar doenças é tão antigo quanto a própria humanidade, porém nos últimos 150 anos a medicina surgiu e nos distanciou da cura da natureza e do conhecimento passado de geração em geração.

Saber escolher e usar cada tipo de planta é fundamental para garantir que o remédio funcione, mas antes de tudo esqueça aquela velha crença de que tudo que é natural não faz mal. Na verdade, assim como alguns princípios ativos presentes nas plantas podem atuar positivamente no organismo humano, outras provocam sérios danos. Portanto, dois alertas: não se “automedique” nem exagere na quantidade.

Chá

Foto: @chiefactive

Neste post indicarei os chás e infusões que podem auxiliar no alivio  pontual de sintomascomo má digestão, dor de cabeça, gases, intestino preso, inchaço (retenção de líquidos),  azia, ansiedade, distúrbios do sono, emagrecimento, fadiga, etc. Mas para quem busca introduzir o consumo de chás como rotina sugiro distribuir da seguinte forma:

De manhã:  um chá energético como chá verde, preto ou gengibre com canela

Após as refeições (almoço e jantar):  chá digestivo como menta ou hortelã

No meio da tarde: uma infusão que espante o cansaço, mantenha o foco e não atrapalhe o sono noturno como chá de hibiscos, ginseng, alecrim ou carqueja

Antes de dormir:  chá calmante e desintoxicante como erva cidreira, camomila, melissa, capim limão ou valeriana.

Chá 3

Foto: Love and Lemons

É muito importante variar a escolha da planta e limitar seu consumo para 1 xicara (150 ml) da infusão por vez.

Preparando chás: aqueça (sem deixar ferver) 150 ml de água filtrada, desligue o fogo e acrescente 1 colher de café rasa da erva seca de sua preferência. Abafe por 5 minutos, coe e tome quente ou frio. Melhor não adoçar, mas se necessário usar algum adoçante natural como estévia, xilitol ou mel. Confira o vídeo:

Consulte a tabela abaixo para escolher as melhores infusões para o seu caso:

 

Tabela chás

Saúde feminina e nutrição

Saúde feminina

Foto: Flickr Colloidfarl

Você sabia que a alimentação tem papel fundamental para driblar casos de infecções vaginais causadas por fungos? Só quem já teve sabe como é ruim aquele incômodo retornar após o tratamento.

A cândida é um fungo presente naturalmente no nosso intestino e que migra para o trato urinário quando nossa imunidade cai, após o uso de antibióticos, nos períodos pré-menstruais e/ou quando comemos muito açúcar, frutas secas, castanhas e alimentos ricos em fungos como alcaparras, queijos (brie, camembert, roquefort), vinho, produtos com fermento como pães, bolos e tortas.

(Foto: Laura Pires)

Confira dicas para evitar a infecção:

1) Fungos se alimentam de açúcar. Então, o primeiro passo é reduzir ou cortá-lo de sua dieta (o que é bem difícil, já que o fungo grita por doce e você acha que precisa dele). Lembre disso e coloque toda a sua  força de vontade neste objetivo. Depois de 21 dias sem comer doces, o cérebro para de implorar por açúcar e fica mais fácil resistir. Faça o teste.

2) Fortalecer a imunidade através da ingestão diária de probióticos (lactobacilos vivos) para corrigir e fortalecer a microbiota intestinal. Algumas sugestões de probióticos à venda em farmácias comuns: Probiatop, Lactopro ou Simbioflora da Invictus FQM, Bidrilac  da Daudt, Prolive da Aché, Atflora da Nature’s Bounty e SIMFORT da Vitafor. Ingerir 1 sachê ou 1 cápsula antes de dormir e/ou ao acordar (de barriga vazia).

Saúde feminina

Foto: garlicmatters.com

3) Adicionar no dia a dia alimentos com propriedades fungicidas (que matam fungos) tais como:

– óleo de coco (use para cozinhar os alimentos no lugar de outros óleos);

– pimenta caiena (usar uma pitada diariamente);

– óleo de orégano (comprar em cápsulas e usar por pelo menos 4 meses direto);

– cúrcuma (usar 1 pitada na diariamente);

– cebola e alho (consumir de preferência crus, na salada por exemplo);

– repolho, abobrinha, couve, brócolis (consumir diariamente pelo menos 2 porções por dia);

– gengibre, canela, cardamomo, cravo (usar e abusar, experimente adicioná-los à água ou preparar chás)

Lembre-se que os fungos são muito resistentes ao tratamento. Mas acredite, persistência aliada às mudanças propostas acima garantem o sucesso da cura sem mais recidivas.

Faça da alimentação a sua aliada para vencer essa batalha. ;)

Água é vida

Água e nutrição

Foto: @goingcoconutswithbrynleyking

A água é o nutriente mais abundante e importante no corpo humano. Por não conseguirmos estocá-la, precisamos repô-la diariamente, de forma fracionada, ingerindo as quantidades ideais. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a quantidade ideal que cada pessoa deve ingerir por dia é de 30 a 35 ml de água por cada quilo de peso. Para descobrir a sua necessidade, basta fazer as contas usando o seu peso corporal. Por exemplo: uma pessoa de 60 kg deve ingerir entre 1800 e 2100 ml de água por dia. Mas lembre-se  que não adianta beber tudo de uma só vez, é preciso fracionar essa quantidade em vários copos ao longo do dia.

Curiosidade: você sabia que em 24 h uma pessoa de 60 kg perde 1,5 litros de água só respirando? É isso mesmo! Inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico com água. Este processo vital e contínuo exige uma boa hidratação diária, caso contrário desidratamos facilmente.

Abaixo uma lista com as principais funções da água a fim de ajudá-la a introduzir de vez este hábito:

1) diminuir a retenção de líquidos pelo organismo (desinchar);

2) transportar nutrientes para todo o corpo (nutrir);

3) regular a temperatura corporal;

4) garantir o funcionamento do intestino;

5) controlar a pressão arterial;

6) eliminar todo o “lixo” e resíduos produzidos diariamente pelo nosso metabolismo;

Como a água sofre a influência de fatores externos, é preciso aumentar sua ingestão sempre que você:

– consumir álcool e cafeína;

– estiver em ambientes secos, com ar condicionado ou aquecidos;

– no verão;

– nos exercícios;

– uso de diuréticos;

– diabetes;

– crianças e idosos.

Água e nutrição

Foto: /www.eastewart.com

A sede é causada pela baixa quantidade de água dentro das células. Fique atento aos sinais de desidratação: boca seca, lábios rachados, urina escura e com cheiro forte, cansaço, falta de energia e confusão mental. Não espere sentir sede, se antecipe bebendo um copo de água.

E água com gás? Pode?
Sim, se ela for naturalmente gaseificada. Esta informação vem escrita no rótulo da água mineral e indica se água é de fonte natural com gás ou se esse gás é artificial. Para fugir de armadilhas basta ler o rótulo.

Mas e sucos? Chás? Mate? Café? Contam como água?
Não, infelizmente. Imagine você abrir o chuveiro para tomar banho e ao invés de cair água, caia suco, café, mate ou qualquer outro liquido? Será este banho tão eficiente quanto um banho com água pura? Não, né? O mesmo acontece conosco internamente. Precisamos cuidar de nossos órgãos para que sejamos saudáveis e bem dispostos. Neste contexto o que costumo indicar é que se beba pelo menos de 1,5 a 2,5 Lt de água por dia, fora sucos, mate, chás, café, etc.

Água e nutrição

Foto: thekitchenmccabe.com

Para facilitar a ingestão de água que tal deixá-la mais atraente e gostosa? Experimente adicionar rodelas de limão, laranja, pepino, morango ou kiwi com galhos de hortelã, menta, alecrim, sálvia, canela, cravo ou gengibre. São várias as possibilidades e os benefícios para a saúde. Gengibre, menta e hortelã são digestivos enquanto cravo e canela tem ação termogênica. Já o limão, laranja, morango e kiwi fortalecem a imunidade por serem ricos em vitamina C, além de muito refrescantes.

Aliás, o limão merece uma atenção especial! Por ser riquíssimo em ácido cítrico, ele consegue transformar em citrato todos os minerais do ambiente por onde passa e é por isto que o limão tem sabor ácido na boca e ação alcalinizante dentro de nós. Ou seja, o limão nos ajuda a varrer toxinas e a combater doenças ao mesmo tempo. Para garantir os benefícios do limão, experimente ingerir ainda em jejum, ao acordar um copo de água grande com 1 limão espremido. Para quem quer emagrecer, recomendo ingerir também um “shot” com o suco de um limão antes do almoço e do jantar.

Vou ficando por aqui animada em contribuir com a saúde de vocês!

Como garantir energia para os exercícios
Parte III: atividades zen

Nutrição ioga e pilates

Foto: www.viktoriastable.com

Leia-se atividades zen as que buscam conectar o corpo da mente através da respiração, alongamento e controle corporal. Podem ser mais ou menos intensas fisicamente, mas no geral são atividades com um gasto calórico de leve a moderado. Pilates, ioga e meditação são bons exemplos.

Como regra geral, os mestres zen indicam que a prática da meditação seja feita em jejum e sem nenhuma substância que altere a mente como café, mate e chás. Isso porque apesar de a meditação nos ajudar a desligar das sensações do corpo físico, é capaz de colocar nosso cérebro em um estado altamente concentrado, contribuindo para o autocontrole, calma e força interna.

Para quem medita, o indicado é se alimentar apenas após a prática com refeições leves, saudáveis e equilibradas como iogurte com granola e fruta ou shake com banana, leite de coco e semente de chia ou tapioca com cottage, azeite, tomate, orégano e sal rosa.

Nutrição ioga e pilates

Foto: www.savorysimple.net

A escolha da alimentação para a prática da ioga e pilates precisa estar em sintonia com a mente e o corpo e, por isso, comer demais ou de menos pode atrapalhar a execução dos movimentos nas aulas. Exagerar na quantidade de comida vai pesar na região abdominal e atrapalhar a respiração,  alongamento e posturas invertidas, por exemplo.

Já comer de menos pode causar sensação de desmaio, tontura e vertigem. É importante lembrar que você não vai queimar muitas calorias, portanto não precisa se abastecer demais. Neste contexto, percebe-se a importância da escolha correta especialmente antes e após as aulas. O que dar preferência e o que evitar a fim de ter energia, sem pesar na digestão, vai depender do horário de sua aula.

Nutrição ioga e pilates

Fotos: gimmesomeoven.com | apartamento38.com | living-in-wonderland-with-me.tumblr.com

Confira as dicas abaixo:

  • De 2 a 4 horas antes das aulas: é o tempo ideal para se alimentar  com algo leve e saudável como salada com amêndoas e frango grelhado ou omelete de legumes ou sanduíche de atum ou legumes grelhados com rosbife fatiado.
  • 1 hora antes das aulas: esse intervalo de tempo parece muito e que daria para comer melhor, mas na verdade o processo digestivo demora em torno de 2 horas, então as melhores escolhas para comer 1 hora antes das aulas zen são 1 potinho de iogurte desnatado com morangos e semente de chia ou 1 torrada com 1 ovo mexido ou 1 banana com aveia e canela ou água de coco com 4 rodelas de batata doce ou 1/2 abacate com limão.
  • 30 minutos antes das aulas: se alimentar muito perto do horário das atividades trará desconforto. Nestes casos basta comer 1 fruta como maçã, pera, banana, goiaba, caqui, fruta do conde, kiwi ou abacaxi para garantir energia sem pesar no estômago.
  • Hidratação: como não se perde muito líquidos durante as atividades zen, não aconselho beber água em excesso antes nem durante as aulas. Beba em torno de 200 ml de água ou chá  antes das aulas e assim que terminar hidrate-se livremente.
Nutrição ioga e pilates

Foto: www.runningwithspoons.com

Essas são orientações gerais que vão ajudar você a escolher o combustível certo para garantir a energia necessária para a prática das atividades zen. Porém, caso você tenha cuidados específicos, restrições alimentares ou dúvidas sobre o que comer procure um nutricionista para te ajudar. O acompanhamento nutricional é importante durante toda a vida e só traz benefícios.

Como garantir energia para os exercícios
Parte 2: treinamento de força

Foto: Instagram  @katrintanja

Foto: Instagram @katrintanja

Treinamentos de força podem ser feitos na musculação, ginástica localizada e crossfit. Assim como nos treinos aeróbicos e nas atividades “zen”, podemos imprimir diferentes intensidades dependendo do objetivo, disposição e possibilidades individuais.

Vale destacar que o fundamental para alcançar qualquer um dos resultados é a qualidade do treinamento. A alimentação é o “combustível” para acelerar essa conquista. Vamos às dicas de acordo com os objetivos:

  • Aumento da massa muscular: quando buscamos uma alimentação visando a hipertrofia, precisamos pensar em alimentos que tanto forneçam energia para os músculos suportarem cargas pesadas quanto para sua recuperação. Por isso, é importante ingerir calorias a mais. Sim! Quem quer ganhar massa muscular tem que comer. Nosso corpo precisa de “tijolos”(proteínas) e “cimento” (calorias) para construir um tecido tão nobre quanto os músculos. Mas cuidado, quem quer ganhar massa muscular tem que estar preparado para um possível aumento da gordura corporal, afinal come-se a mais e nem tudo vai virar tecido nobre. A “sobra” calórica acaba sendo estocada na forma de gordura em locais não desejados como barriga, bumbum, coxas e braços. Nada que em um segundo momento, já com os músculos em cima, um treino aeróbico aliado ao controle das calorias ingeridas não dê jeito.
Bem viver 2

Foto: nutricaoparavoce.com.br

Sugestões de refeições para comer antes dos treinos de força para hipertrofia:

– 2 a 3 horas antes dos treinos: ingerir uma “grande refeição” composta por carboidratos (batata baroa, batata doce, inhame, aipim, massa, arroz, massa, feijão), proteínas (filé de frango, carnes magras, peixe, ovos), gorduras (azeite, castanhas) e vegetais coloridos.

– De 30 a 60 minutos antes: fazer um lanche leve para garantir energia suficiente para o treino sem pesar no estômago. Ele deve ser composto por carboidratos de rápida digestão como frutas, mel, tapioca, batata doce, pão, maltodextrina, dextrose ou ribose e proteínas magras como atum, ovo, queijo ou whey protein. Desta forma o organismo consegue iniciar o processo de reparo e crescimento muscular mais rapidamente. Exemplos: açaí com mel, batata doce com cottage, tapioca com ovo mexido, shake de com whey com morango e água de coco e cacau.

– Pós-treino: fazer uma refeição completa com arroz + feijão + carne + salada (ou legumes cozidos). Se não for possível se alimentar logo após os treinos, vale recorrer a um shake de whey com fruta e água imediatamente após os treinos e comer assim que possível.

  • Diminuição do percentual gordura: a definição muscular vem com a diminuição do percentual de gordura e não com o aumento dos músculos. Então quem quer ficar “sequinha”, sugiro diminuir as calorias ingeridas durante o dia e treinar normal. Para garantir a energia durante os treinos, é bom comer 30 minutos antes uma das seguintes opções: abacate com 1/2 scoop de whey protein ou banana com aveia, óleo de coco e canela ou biscoito de tapioca com quinoa da marca FOHM (apenas 5kcal por unidade) com pasta de amendoim.
Abacate | Crossfit

Foto: cookeatpaleo.com

  • Fortalecimento muscular – apesar das academias e boxes de crossfit estarem cheios de corpos sarados, a verdade é que uma quantidade considerável de frequentadores está atrás somente de um fortalecimento muscular leve, com maior ênfase na saúde e sem o objetivo específico de aumentar a massa muscular. Para essas pessoas é importante lembrar que o gasto calórico durante as sessões é bem menor do que quem treina de forma intensa para aumentar os músculos ou para emagrecer. Por isso, não há necessidade de comer muito no pré-treino, afinal o excesso à mesa pode fazer o ponteiro da balança subir e a gordura aumentar. Isso não significa que não se deve comer. Embora algumas pessoas prefiram malhar em jejum, outras são mais sensíveis e podem ficar sem energia para se exercitar. Para essas pessoas, costumo indicar apenas 1 fruta ou água de coco ou suco verde ou um punhado de  uva passa.
Frutas cítricas

Foto: vegetarianventures.com

Vale lembrar que dependendo do seu objetivo uma nova estratégia alimentar será necessária.

Apesar da enorme variedade de suplementos alimentares disponíveis no mercado, o whey protein e a creatina são os que mais aparecem em trabalhos científicos, mostrando eficiência e segurança quando o objetivo é a hipertrofia. Mas suplementos não são indicados para todos e  seu uso indiscriminado pode acarretar sérios riscos para a saúde. Procure um nutricionista esportivo para te orientar.