Alimentação na gravidez

Alimentação na gravidez

Foto: fraldas-e-rabiscos.blogspot.com.br

Uma fase linda, repleta de expectativa e também de muita sensibilidade. Com sentidos aguçado, as grávidas passam por um momento especial, em que as sensações ficam mais apuradas. Por mais que essa época seja rica, as flutuações hormonais podem contribuir para possíveis enjoos e prejudicar a alimentação. Ao mesmo tempo, as necessidades nutricionais aumentam durante a gravidez. Além disso, certos nutrientes podem amenizar o mal estar, diminuir inchaço, evitar azia, melhorar o intestino e aumentar a disposição.

O feto demanda uma quantidade extremamente alta de nutrientes que devem vir do organismo da mãe, por isso toda gestante precisa escolher  bem o que come. A melhor forma de garantir a sua saúde e a do bebê é por meio de um acompanhamento nutricional, uma gestante bem nutrida irá gerar um feto saudável, além de garantir mais saúde após o nascimento. Estudos mostram que gestantes obesas têm maior probabilidade de dar luz a filhos igualmente acima do peso, por isso é importante evitar o excesso de peso durante a gravidez para não afetá-los.

Cada vez mais estudada, a área da nutrigenética já mostrou que a nutrição do bebê ainda na barriga da mãe tem uma enorme interferência no DNA dele, programando metabolicamente seu organismo até a sua vida adulta. Dessa forma, a alimentação pode proteger contra doenças genéticas como câncer, obesidade e diabetes.

Alimentação na gravidez

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Vamos às dicas? Para começar é importante dizer que cada trimestre tem a sua particularidade e deve ser acompanhada de forma individualizada:

  • Primeiro trimestre – fase de adaptação da gestante às mudanças e formação e desenvolvimento do feto. Fundamental beber bastante água nessa fase. A OMS (Organização Mundial de Saúde) sugere 35ml de água por cada quilo de peso corporal, ou seja, uma mulher de 60kg deve ingerir 2.100 ml de água por dia. Além da água, a ingestão de ácido fólico é essencial para a formação do tubo neural, assim como o ômega 3  (principalmente a fração DHA) é fundamental para o desenvolvimento do cérebro do feto. Também são necessários vários outros nutrientes como ferro, complexo B, vitamina A e D, cálcio, zinco e colina (oferecidos através da dieta e/ou suplementos prescritos individualmente).
  • Segundo trimestre – nesse período tudo parece ficar mais fácil na vida da gestante: os enjoos tendem a ceder, a disposição volta, a barriguinha aparece, uma alegria! É importante manter o uso do DHA durante toda a gestação (até o fim da amamentação) e garantir um adequado aporte de vitamina C, complexo B, ferro e magnésio.
  • Terceiro trimestre – nessa fase devemos priorizar o cálcio. Como ele e o ferro competem pelo mesmo local de absorção no nosso intestino, devemos evitar consumi-los juntos. As maiores fontes alimentares de cálcio são os laticínios, enquanto que as de ferro são as carnes, vegetais verde escuros e feijões. Ou seja, nada de consumir creme de espinafre, quiches, suflês e purês feitos com leite quando precismos priorizar a absorção desses nutrientes, ok?
Gravidez e alimentação

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Importante também durante toda a gestação abolir o consumo de alimentos que contenham cafeína (refrigerantes à base de cola, café, mate, chá preto e chocolate), bebidas alcoólicas, adoçantes artificiais e açúcar. Os adoçantes seguros para a gestante são os 100% naturais: estévia, xilitol e eritritol. Mas fique de olho, algumas marcas misturam a estévia com outros adoçantes artificiais para melhorar o sabor. Não serve! Se preferir o açúcar escolha entre mascavo, coco e demerara.

Outra dica é evitar o excesso de sal e abolir os temperos e caldos prontos como Sazon, Maggi, Knorr, Agi-no-moto, etc. Apesar de conferirem sabor à comida, a quantidade de sódio presente em 1 colher de sobremesa de tais produtos ultrapassa a máxima permitida. Faça molhos caseiros (tomate, alho, cebola, etc) no lugar dos prontos.

Cuidado também para não exagerar nas quantidades e evite os alimentos que só engordam a mãe, como frituras, massas, biscoitos e doces em geral.

Por fim, procure se alimentar de forma fracionada ao longo do dia para evitar a voracidade na próxima refeição, manter uma nutrição constante para o bebê e diminuir as chances de enjoo e melhorar a disposição.