Ninguém igual a Ella

Ella

Foto: divulgação

Inspirada pela trajetória da americana Georgia O’Keeffe, nossa coleção revisita a Era do Jazz que despontou nos anos 20, época em que a pintora dava os mais importantes passos de sua linda e longa carreira. E nenhuma outra, mas a “primeira dama da canção”, Ella Fitzgerald é a primeira a embalar nossos dias com a batida que como nenhuma outra soube cantar igual a ela.

Conhecida pelo timbre que beirava a perfeição, “Lady Ella” esbanjava voz cristalina, dicção perfeita e uma timidez charmosa que a acompanharam por 59 anos de carreira. Tudo começou por acaso, nascida na Virgínia, ainda menina sonhava mesmo em ser dançarina, mas para nossa sorte aos 17 anos encontrou o microfone, iniciando uma grande paixão.

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Fotos: divulgação

Por anos Ella acompanhou como cantora principal em big bands, forma popular de apresentação de jazz pelos EUA, cantando grandes clássicos da época. Mas não demorou muito pra que tivesse sua própria banda e começasse a rodar o país com suas canções.

Atenta ao seu tempo, soube dançar conforme a música e agregou ao repertório canções de bebop e scat, ritmos que começavam a se destacar nos anos 40. Assim revitalizou sua carreira, que atingiu o ponto máximo regravando os maiores compositores americanos na série de Songbooks, considerados os primeiros álbuns pop da história, numa bela homenagem a Cole Porter, Duke Ellington, Gershwin e até o nosso Tom Jobim.

Brilhante e inesquecível, ela é a primeira entre grandes mulheres do jazz que marcaram para sempre a história da música. E que teremos muito prazer em relembrar.

Com vocês, Ella:

A realidade aumentada de Georgia O’Keeffe

Blue Morning Glories (1935) | Hibiscus with Plumeria (1939) | Jack in the Pulpit II (1930) | Black Iris (1926) | Grey Lines with Black, Blue and Yellow (1923) | Jack in the Pulpit IV (1930)

Muitos a consideram a mais autêntica expressão do modernismo norte-americano, outros se recusam a encaixá-la em qualquer movimento artístico específico, senão o seu próprio. O  que ninguém discorda é que Georgia O’Keeffe está entre os principais nomes da pintura do séc. XX.

De Chicago à efervescente Nova Iorque do jazz, nos anos 20, de Manhattan à quieta e dura paisagem do Sudeste norte-americano, Georgia O’Keeffe trilhou um caminho que se confunde com a sua própria arte. O Novo México foi seu lugar escolhido para viver, mas foi na arte que encontrou seu verdadeiro lugar no mundo.

Georgia O'Keeffe

Oriental Poppies (1927)

Costumava dizer que na sua vida – sobretudo enquanto mulher – ela sempre tinha alguém dizendo a ela o que fazer, mas que na sua arte, ninguém poderia fazê-lo, lá ela tinha espaço para ser livre.

E se todo o artista tem suas obsessões, a maior de O’Keeffe talvez tenham sido as flores. Ela as representava fazendo um uso dramático e inovador da cor e da forma, sempre em uma escala macro, sob uma espécie de lente de aumento. As flores da artista são tão ampliadas que chegam a reduzir o espectador à perspectiva de um pequeno beija-flor polonizador.

Georgia O'Keeffe

Trombeta II (1932) | Pineapple Bud (1939)

Muitas vezes, cada uma das partes das flores aumentadas da artista era simplificada até sua forma geométrica mais básica, assumindo-se então como uma audaciosa abstração, uma evocação no lugar de uma representação literal da flor.

“Ninguém vê uma flor — realmente — é tão pequena — não temos tempo… eu disse para mim mesma — pintarei o que vejo — o que a flor é para mim, mas pintá-la-ei grande e ficarão surpreendidos por terem tempo para a vê-la.” (Georgia O’Keeffe)

Como uma princesa

Princesa Diana

Imagens: divulgação/Mdemulher

A partir dessa sexta, amantes de moda sortudas que estão com os pés em Londres tem mais uma expô imperdível para ver. Aliás, não só quem é apaixonada por moda, mas também quem gosta de história e da princesa Diana.

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Imagens: divulgação/Mdemulher

É que pela primeira vez o Kensington Palace vai abrir as portas para uma exposição exclusiva com alguns dos trajes mais marcantes usados pela Princesa de Gales em sua trajetória. Um passeio emocionante por diversas fases de Lady Di, do romantismo das primeiras imagens, ainda na época do noivado, ao período mais fashion, até a elegância irretocável dos seus últimos anos.

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Imagens: divulgação/Mdemulher

Não à toa, os primeiros ingressos para ‘Diana: Her Fashion Story’ já esgotaram, todos querem ver não só sua bela coleção de roupas, mas também conhecer o lugar onde ela viveu por mais de 15 anos. Afinal, Diana roubou o coração do mundo todo!

Estrelas escondidas

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Imagens: divulgação/reprodução

Em 1969, o primeiro homem pisou na lua, mas antes disso, por décadas os EUA perseguiram o sonho de chegar ao espaço, numa corrida espacial que alcançou seu ponto mais alto na década de 60, quando a Russia assumiu a largada e levou pela primeira vez o homem além do planeta terra.

Essa história todo mundo sabe, mas o que quase ninguém sabe é que enquanto os homens disputavam seu lugar mais perto do sol, muitas mulheres trabalhavam em silêncio para que isso fosse possível, somando números incessantemente nos escritórios da NASA.

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Imagens: divulgação/reprodução

E num momento em que as mulheres parecem mais unidas do que nunca, o cinema resolveu contar a história real de Katherine G. Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, que venceram a segregação racial e a discriminação de gênero, tornando-se elementos chave na conquista espacial.

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Imagens: divulgação/reprodução

O filme “Estrelas além do tempo” está na disputa pelo Oscar de melhor filme e de melhor atriz pra Octavia Spencer. O longa promete emocionar, por isso esse fim de semana lá vamos nós ficar de pés para cima e, claro, pipoca nas mãos. Vamos lá?

Casamento real

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Imagens: divulgação/reprodução

Há exatos 69 anos, uma mulher apaixonada se casava com um belo homem, com o qual se correspondeu por quase 10 anos antes de finalmente subir ao altar. Poderia ser qualquer história de amor dos anos 40, não fosse a mulher em questão a futura rainha da Inglaterra.

O glamouroso casamento (e contraditório, afinal o Rei George não era nada fã do futuro genro) foi assistido ao vivo por cerca de 2 mil pessoas e ainda acompanhado pelo mundo todo. Mas teve bem menos pompa do que poderia, já que o país ainda vivia um período de grande austeridade pós-guera.

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Imagens: divulgação/reprodução

O clima tenso que cercou o grande momento acaba de ser recriado em “The Crown” no Netflix, uma série deliciosa que conta as intrigas, dramas, romances secretos e manobras políticas dos primeiros anos do reinado de Elizabeth II.

A série é considerada uma das mais caras da história. Basta assistir um episódio pra entender o por quê. A cópia exata do mítico vestido de noiva da então princesa, de cetim creme com aplicação de nada menos que 10 mil pequenas pérolas e bordados riquíssimos em forma de lírios e flores de laranjeiras, custou cerca de 30 mil libras e passou por apenas 9 minutos na tela, será que valeu a pena?

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Imagens: divulgação/reprodução

Mas que é lindo, ah, isso é!