Tricô tamanho gigante

Todo Bem

Imagens: divulgação

Parecem fortes e grandalhões, mas também são frágeis e, como nós, estão vulneráveis ao calor e ao frio. Pouca gente sabe, mas as baixas temperaturas também invadem as cidades indianas no inverno. Pensando nisso, voluntárias para lá de dedicadas e talentosas têm se dedicado à missão que nos encantou.

Todo Bem

Imagens: divulgação

Elas se juntaram para tricotar belíssimos, diga-se de passagem, casacos para os elefantes recolhidos pela ONG Wildlife se protegerem do frio. Essa época do ano, na Índia, causa problemas sérios como artrite e pneumonia, além de provocar sofrimento aos animais, principalmente os mais velhos.

O trabalho manual chega a levar um mês inteiro, imagine, mas vale a pena. Além de quentinhos, os elefantes ficam muito bem vestidos!

A criadora e suas criaturinhas

Maíra Senise

Foto: Francisco Costa

Quem nunca olhou para uma tomada e viu um rosto, ou enxergou um animal numa nuvem, num rastro de tinta? Essa experiência visual ganha asas na vivência artística de Maíra Senise, que transforma figuras anamórficas em seres híbridos, com ares de desenhos rupestres. A necessidade criativa de registrar o seu entorno e dar vida às variadas formas a acompanha desde criança, mas antes seu principal foco eram outros contornos: os da moda.

Após trabalhar em marcas como Maria Filó, Andrea Marques e A Colecionadora, Maíra passou a se dedicar às artes plásticas. Não é à toa: a criatividade está no sangue. Ela é filha do pintor Daniel Senise e da cineasta Paula Gaitán, além de irmã do também diretor de cinema Eryk Rocha e da cantora Ava (ambos filhos de Glauber Rocha).

Quando decidiu tornar seus traços mais que um hobby, foi estudar em Nova Iorque na School of Visual Arts e na The Art Students League. Não demorou para que suas “criaturinhas” invadissem a galeria mexicana Machete, que hoje a representa. Agora elas estão prestes a dar novos passos em direção a feiras de arte. Enquanto isso, Maíra cria outros trabalhos que revelam sua estética crua e a o instinto natural em atentar-se aos detalhes da vida.

Confira a entrevista:

Você começou sua carreira trabalhando com moda. Como foi essa transição?
Sempre quis trabalhar com moda, era muito focada e não pensava em plano B. Ser estilista era meu sonho de infância. Todas as minhas ações artísticas eram passatempo, desenhar era diversão. Nunca parei de desenhar, fluía muito fácil, mas nunca achei que fosse trabalhar com isso. Eu desenhava, era automático, meu corpo pedia, mas não sabia o motivo. Com o tempo, comecei a produzir muito desenho e, um dia, uma amiga que faz a Feira Plana viu e disse que eu devia fazer zine com os meus desenhos. Eu nem sabia o que era zine, dei um Google (risos). Fiz e comecei a mostrar para as pessoas de uma maneira muito despretensiosa. Foi quando vi que minhas questões eram plásticas, comecei a mexer com cerâmica, pintura. A coisa começou a crescer, as pessoas passaram a conhecer meu trabalho. Surgiram convites e passei a me dedicar.

O que a moda representa para você?
O que eu acho mais lindo na moda é que tem estilistas fazendo coisas incríveis e colocando em passarelas, lojas. Não tem mais essa divisão tão forte entre moda conceitual e comercial. Estão fazendo coisas poéticas, fortes e inovadoras. A moda representa para mim uma forma muito acessível de comunicar não só seu estado de espírito, mas coisas que você pensa, acredita, gosta, de uma maneira direta, porque é como se fosse mais uma camada de pele, algo que você está carregando. Eu acho muito interessante quando pessoas conseguem transmitir essa personalidade através da roupa de uma forma sincera, única. E não tem regra, quando você entende seus símbolos estéticos na hora de se vestir e a mensagem que você quer passar, mesmo que de forma sutil, isso é muito bonito.

Trabalho Maíra Senise

Foto: divulgação

Sente que agora encontrou o seu lugar?
Sim. Mas continuo querendo produzir algumas peças pontuais, objetos de cerâmica que são o meio do caminho entre as esculturas e acessórios. Eu não entendia que era possível fazer as duas coisas. Agora, mais que encontrar meu lugar, encontrei uma forma confortável de trabalhar. Achei meu universo, minha estética. Mas ela é mutável, os materiais vão mudando, estou confortável de aceitar essas mudanças, apesar de um milhão se inseguranças – que busco transformar em força. Agora acho que vou ficar na pintura a óleo um bom tempo.

Quais são os seus estímulos e inspirações para criar?
Meu estímulo é físico, preciso trabalhar me movimentando fisicamente. Ter um estúdio para onde eu tenha que me locomover é muito importante, criar essa força de ir até lá é quase uma pré-meditação. O material e como eu o uso são as minhas grandes inspirações. E uma estética crua, simples, que trabalha com símbolos. Eu dou espaço para o material me apresentar coisas que me levam para uma figuração. O que surge no processo e o que posso representar a partir disso.

Você desconstrói formas e traz um viés híbrido para suas criações. Da onde vem essa vertente criativa?
Os trabalhos vão nascendo ao enxergar no material possíveis figuras e representações anamórficas. Enxergar um rosto numa mancha, um animal deitado de pernas para cima, – algo que faço muito nas minhas telas – num traço borrado da tinta. Naturalmente essa figuração surge sem ser tão assertiva, ela está sempre se sobrepondo, misturando com o fundo de forma orgânica. Elas vão aparecendo, desaparecendo, ficam camufladas. Esse viés híbrido vem daí. Quando começo um trabalho, tenho 20% pensado, mas 80% são figuras que vão surgindo durante o processo. Eu deixo que o material me mostre na prática.

Maíra Senise 3

Fotos: Vicente de Paula/Vogue

O que suas criações revelam sobre sua maneira de enxergar a vida?
Poeticamente falando, consigo relacionar meu trabalho e meu esforço de enxergar na tela formas à minha maneira de estar sempre tentando enxergar os detalhes da vida. Por exemplo: posso olhar para uma casa e gostar só de um pedaço dela. Sempre me preocupo mais com os detalhes que rodeiam as coisas do que as coisas em si.

Sua arte ganha ares primitivos, remete a um processo fluido, extremamente natural. Até que ponto há essa naturalidade e até que ponto ela é proposital?
Super concordo. A questão da arte primitiva é um universo que me interessa muito, assim como os desenhos de crianças. Não só pela estética que remete à minha, mas pela relação do homem primitivo com o desenho. São dois momentos em que pessoas tentam representar o que está em volta, com o material que têm em mãos, sem a necessidade de estar produzindo uma obra de arte. Acho muito bonito isso. O grande ponto de interseção entre ambos é a necessidade de catalogação do que está em volta, dos animais, dos objetos, pessoas, sem sabermos se era um projeto de arte ou não. As crianças também não sabem o que é arte, mas precisam representar o que está em volta. Os sonhos, a família, o cachorro, a casa. Essa primitividade vem daí. Foi como eu comecei a desenhar, sem saber o motivo, mas eu precisava daquilo. É natural, mas tenho  a preocupação de alimentar essa primitividade. Cada vez mais quero fazer coisas cruas, rústicas, brutas. É uma opção.

Além de pintar, você manipula cerâmica. O que mais te atrai nela? Pensa em se aventurar com novos meios?
A cerâmica veio porque eu queria ver esses seres de maneira 3D. Comecei a fazer tudo com cerâmica, os potinhos da minha casa, meus colares. O que me atrai na cerâmica é uma questão química. Na primeira queima, muitas vezes ela racha, a argila muda de cor, a peça encolhe, explode. É incrível, alquímico, parte do processo não depende de você, é externo. É interessante esse aspecto surpreendente. Se eu pudesse me aventurar, voltaria a fazer peças de roupas, mais bordadas, exclusivas, produzir pouco. Jeans bordados, bonés bordados. São planos para o futuro, quem sabe.

Trabalho Maíra Senise 2

Foto: Galeria Machete

Quais são os seus planos na arte daqui para frente? Algo que possa adiantar?
Acabei de fazer uma exposição na cidade do México. Foi muito legal, a cena de arte contemporânea lá é bem interessante, você consegue ver inspirações da América Latina e dos EUA também, porque fica no meio. Foi ótimo ver um ciclo se fechando. Por enquanto não tenho outra exposição à vista. Sou exclusiva dessa galeria agora, ela deve me representar em feiras. Agora é recomeçar a produzir uma leva de trabalhos para expor em algum momento.

Você cresceu num ambiente com muitos estímulos criativos. Como a sua família contribui para o seu desenvolvimento artístico?
A culpada disso tudo é minha mãe, cresci com ela. Aprendi a ter disciplina no trabalho, a vejo cada vez mais mergulhada no que produz. Ela ensinou a mim e meus irmãos desde pequenos a lidar com a arte de maneira muito natural, a desmistificá-la. Mostrou para a gente muitos filmes, levou a exposições, nos obrigou a ler, a escrever. Esse estímulo fez com que nós tivéssemos uma relação com a arte muito natural. Ela foi uma das primeiras pessoas com as quais me abri falando que queria fazer arte e ela disse que sempre soube. Ela e meus irmãos são um apoio incrível e sempre foram muito honestos com que eles fazem. Trazem a poética artística para o dia a dia.

Inspiração arte

Imagens: Philip Guston | Cy Twombly

Quais são suas principais referências criativas?
Eu curto muito pintores americanos dos anos 50 e 60, Philip Guston, Joni Mitchell, Cy Twombly. Também gosto muito de ver representações folclóricas, objetos ou culturas que trazem representações gráficas muito simples, mas muito elaboradas. Parte deles eu encontro em brechós viajando.

Um golaço!

Todo Bem

Imagens: trivela.uol

E na semana que as mulheres ganham o destaque que deveriam ter todos os dias, veio da Suécia uma inspiração para seguir em frente, com garra, determinação e afeto, mesmo quando tudo isso parecer faltar.

“Acredite em você mesma”. “Estou jogando por minhas garotas do Irã”. “Eu acredito que mulheres podem fazer qualquer coisa que elas decidirem”. “Não sou mandona, sou a chefe”. “Todo mundo que você conhece está enfrentando uma batalha sobre a qual você não sabe nada. Seja gentil. Sempre”. “Nunca olhe para baixo enquanto estiver falando com uma pessoa, a não ser que você esteja ajudando ela a se levantar”. Essas são algumas das frases que podem ser lidas nas blusas da seleção feminina de futebol da Suécia, substituindo o nome de cada uma delas.

As mensagens de empoderamento entram em campo inspirando milhares de garotas por lá e por todo mundo a continuarem adiante. Assim como as próprias jogadoras, que viveram uma bela história de superação nas Olimpíadas do Rio, de onde saíram com a medalha de prata.

Toda a renda da venda das reproduções das camisas será encaminhada ao incentivo do esporte entre as garotas. Afinal, nós batemos ou não um bolão?

A maior família do mundo

Papo Família

Foto: divulgação

Do que você realmente precisa pra viver? Um casal de australianos saiu pelo mundo provando que com pouco, bem pouco, pode-se ganhar o mundo inteiro. Quer dizer, pouco considerando o companheirismo e a união com as quais seguem há 20 anos, viajando e compartilhando uma história incrível por aí.

Mary e Alan decidiram doar todos os seus bens a quem precisava e sair pelo mundo com 4 peças de roupa, vivendo de experiências, trocas, emoções e generosidade. O casal entendeu que nada os deixava mais leves e alegres do que doar e resolveu partir em busca de bem mais que uma vida comum.

Papo Família 2

Foto: divulgação

Eles viajam o mundo inteiro sem um tostão, repousando quando alguém os oferece um teto, se alimentando quando cedem comida, guiados por sentimentos nobres e pela vontade de desbravar. Hoje em dia, já na casa dos 80 anos, o casal que fez do mundo todo sua família ganhou um filminho narrando essa maravilhosa trajetória.

Não é uma grande lição de empatia e amor?

Par perfeito

App para adotar animais

Fotos: divulgação

Um aplicativo que promete te unir ao amor da sua vida, opa, você já ouviu algo parecido com isso, mas a proposta aqui é outra. Estão sendo lançados pelo mundo apps do bem, que conectam quem busca um companheiro fiel, um grande amigo, um parceiro bem fofo… com o pet ideal.

App para adotar animais

Foto: divulgação

Isso mesmo, é um Tinder para adoção de gatos e cachorros, através dele você pode fazer uma boa ação e de quebra encontrar o bicho de estimação que sempre sonhou. A ideia pintou na Austrália através do Zeppee, aplicativo em que os abrigos anunciam os pets e os futuros donos podem escolher o tamanho, o tipo e, claro, apaixonar-se pela carinha do animal que vai adotar. É preciso pagar uma taxa aos abrigos e é garantido que todos os cães e gatos estejam com as vacinas completas e muito bem tratados.

App para adotar animais

Foto: divulgação

Por aqui o app Au.dote também promete unir donos e “filhos” ideais. Já a ONG 101 Viralatas também lançou essa iniciativa para lá de bacana, que além de procurar donos para os bichinhos abandonados, também procura “padrinhos” que possam ajudar na alimentação e na vacina até o pet encontrar seu par perfeito.

Agora é só procurar e encontrar um novo amor!