Branco encanto

Todo Bem | Albinos

Imagens: instagram.com/yuliataits

Cercados de lendas, mistérios e olhares, pessoas e animais albinos sempre geraram curiosidade em quem não entende muito bem o que os faz ser como são. É simples: por razão genética eles não têm pigmento nos cabelos, nos olhos e na pele, o que também gera muita fragilidade na exposição ao sol e alguns problemas de visão.

Todo Bem | Albinos

Imagens: instagram.com/yuliataits

Não é à toa que arrancam olhares, sua beleza é inquestionável. É o que mostra a fotógrafa Yulia Taits, que volta suas lentes para albinos, revelando a beleza e o exotismo da diferença.

Todo Bem | Albinos

Imagens: instagram.com/yuliataits

O ensaio tem um perfume de magia e nenhum tiquinho de maquiagem ou retoque, são bebês, crianças e adultos fotografados como eles são. O pano de fundo e o figurino todo branco ressalta ainda mais as nuances dos tons e matizes da cor dos fotografados.

Bonita é a natureza da gente, bem do jeito como ela é!

Como mãe e filha

Papo Família

Imagem: www.fifiandmo.com

O Instagram não deixa de nos surpreender com lições de afeto. Nessa semana, nos deparamos com mais uma bela história de amor e superação, dessas que são impossíveis de não compartilhar.

A pequena Finley foi adotada ainda bebê por Christina, que hoje luta para que sua filha de 3 anos consiga andar. A pequena tem paralisia cerebral, o que impede o movimento pleno das pernas, iniciando uma batalha encarada com muita graça e leveza pelas duas.

Papo Família

Imagem: www.fifiandmo.com

Através do site Fifi + Mo e da conta no Insta, mãe e filha compartilham um dia a dia como quase qualquer outro, só que cheio de união e estilo, entre looks iguais, muitos passeios e sessões de fisioterapia da menina.

Papo Família

Imagem: www.fifiandmo.com

Além das imagens que transbordam esperança, o site também serve como plataforma para compartilhar histórias de adoção entre mães de crianças com necessidades especiais. Bacana demais!

 

Nina Simone

Nina Simone

Fotos: divulgação

Depois da doçura de Ella Fitzgerald e da intensidade de Billie Holiday, nosso Lady Sings the Blues dessa semana conta a história de uma mulher potente e virtuosa, que usou sua voz não só para encantar, mas também como importante ferramenta social.

Eunice Kathleen Waymon foi apresentada à música aos 3 anos na igreja frequentada por sua mãe na Carolina do Norte, chegando a receber uma educação musical formal através de aulas particulares, tornando-se uma exímia pianista. Na juventude em busca de ampliar seus estudos, a cantora se mudou para NY e, apesar de seu talento incontestável, não foi aceita na faculdade por ser negra.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nascia então Nina Simone, o codinome criado por ela para se apresentar em bares e conseguir financiar seus estudos como pianista clássica. Mas ela foi além. A musa também começou a cantar, criando imediatamente um público fiel, que se mostrava cada vez mais impressionado com seu talento.

Uma verdadeira força da natureza, sua carreira deslanchou com velocidade espantosa, mas no fundo Nina parecia nunca satisfeita. A cantora não se sentia confortável com todo seu sucesso enquanto os negros sofriam com a segregação racial, que ela mesmo havia sentido tantas vezes na pele.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nina Simone se tornou então ativista e porta-voz da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, além de amiga pessoal de Martin Luther King. Ela chegou a cantar hinos do movimento, como Mississippi Goddamn, To Be Young e Gifted and Black.

A partir de seu engajamento social, sua carreira sofreu um forte boicote que a levou a deixar para sempre os EUA, história muito bem contada no documentário “What Happened, Miss Simone?”, imperdível para quem é fã da cantora. E quem não é?

Com vocês, Nina Simone:

Tudo igual

Tudo igual

Imagens: reprodução

Não que faltassem razões para gente adorar a Holanda. O país das bikes, dos belos canais, dos moinhos e da liberdade acaba de conquistar de vez nossos corações. Depois de ver um casal homossexual ser agredido por estar de mãos dadas, os homens do país, na maioria héteros, uniram-se numa campanha cheia de empatia.

Eles passaram a andar de mãos dadas como símbolo de solidariedade e também para mostrar que é com amor que se combate a violência. Políticos, policiais e homens comuns, de toda parte, começaram a andar pelas ruas livres de qualquer preconceito.

Tudo igual

Imagens: reprodução

O manifesto simples e bonito pelo fim da homofobia acabou se espalhando pelo mundo e chegou a Nova Iorque, onde membros da equipe holandesa da ONU também se fotografaram de mãos dadas.

Tudo igual

Imagens: reprodução

Primeiro país a liberar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2001, a Holanda segue levantando uma bandeira libertária pela igualdade, e dando um belo exemplo ao mundo todo. Incrível é pouco!

Da Filó para o mundo

Carol Lenz 1

Sabe aquelas pessoas que fazem acontecer? Carol Lenz é dessas. Formada em Design, a atual sócia do Coletivo Estampa é ativa por natureza. Virginiana, ela tenta sempre alcançar o melhor resultado possível (e mais bonito, afinal seu ascendente é em Leão). É como a ilustradora mesma diz: o ótimo é inimigo do bom.

Foi motivada por essa energia que ela fundou a própria empresa, estudou pós-graduação em Estamparia, fez cursos de desenho em Londres e criou a primeira feira de estamparia do Brasil, a Print RJ, que teve sua 3ª edição agora, em março.

Após 6 anos trabalhando na Maria Filó e crescendo junto com a essência da marca, um belo dia, em 2013, ela resolveu mudar. Levou todo o aprendizado daqui para sua nova fase. Hoje ela continua próxima, desenhando estampas para diversas marcas brasileiras, norte-americanas, chinesas, australianas e turcas.

Se você for carioca e quiser conhecer a designer de pertinho, fica a dica: hoje, às 18h30, ela comanda um bate-papo sobre o processo criativo do desenvolvimento de uma estampa. Vai ser lá na Casa Rosa da Gávea, que abre as portas para o coletivo de moda Carandaí 25.

Voa, Carol!

Confira a entrevista:

Você sempre quis se especializar em estampa?
Não. Foi totalmente por acaso. Eu era gerente de Design na Maria Filó, um dia fui ajudar a fazer uma estampa e acabei indo para a Estamparia.

Como você decidiu criar sua própria estamparia? Quando foi isso?
Precisava de um espaço maior, expandir meu lado de criação. Me juntei com minha sócia e criei o Coletivo Estampa.

Como é viver de criação?
É muito bom quando o resultado acontece. É uma delícia, mas tem que ter resultado. Procuro entender a marca, ela deve ser estudada em sua plenitude. É feita uma curadoria, procuro entender os detalhes para ser bem assertiva e faço a leitura do resultado comercial. Tentar conciliar esses dois lados é meu desafio.

Carol Lenz 3

Como você define o seu estilo?
Ele é muito particular. Tenho meu estilo, não adianta. Com a idade, a gente vai ficando mais segura, hoje sei do que eu gosto. Gosto de coisa boa, prefiro pensar na qualidade mais que na quantidade. E nas estampas, prefiro as de bicho e as figurativas. Também gosto de sapatos esquisitos, marcantes, com personalidade. Gosto muito de bolsa também. Na dúvida, saio inteira de jeans.

Qual é o seu lugar preferido para desenhar?
Com uma boa iluminação e música. Sem interferência de outras demandas para me concentrar. Como tenho que ir de marca infantil a adulta, preciso me reinventar e não tem tempo para intervalo.

O que é moda para você?
Moda é se sentir bem confortável com seu estilo. No trabalho, por exemplo, evito fazer julgamento para mergulhar no universo de cada cliente. Não posso me apegar a nenhuma característica minha na hora de criar.

E ser mulher? O que representa para você?
Muito complicado. É uma delícia, desde que a gente não leve a vaidade tão a sério. Hoje eu estou zero sensual, de macacão, confortável, ontem eu estava mais sensual. Minha roupa depende do meu humor, me visto de acordo com meu mood. Ser mulher permite você agir de acordo com o humor. Alguns dias estou maquiada e outros não. Às vezes posso ser feminina, às vezes posso ser masculina. Ser mulher é passear por esses universos. Ser mulher é difícil também diante das cobranças, ainda se cuidar e estar bem e cabeça. A gente tem que ser mais que os homens.

Carol LenzUma cor… Preto ou branco. Cai bem sempre. Gosto de vermelho também.
Me inspira… As viagens. Saio da zona conforto.
Peça-chave no armário…
 Sapato marcante.
Mais inspirador em mim… Coragem para transformar quando não está bom. Tentar não estacionar, ficar na inércia. Sou ativa, gosto de mudanças.
Me tira do sério…
Acomodação, círculos viciosos, falta de coragem para mudar.
Vício/não passo um dia sem… Uma boa gargalhada.
Para deixar a vida mais leve…
Conexão mente-corpo-coração-espírito. Sexo, yoga, meditação, mantra, música, autoconhecimento.
Uma frase/clichê mais verdadeiro… “Time is now”.
Minha marca registrada… 
Sapatos estranhos e estudar meus clientes.
Trilha sonora para criar…  Whipallas, a banda do meu irmão Pedro. Estou viciada na música “Welcome to the star”.
Na tela… “Stranger things”.
Na mesa…  Experimentar tudo.
Na cabeceira… “1Q84”, de Haruki Murakami.
Musa(o) inspirador… Marni. A marca representa de uma forma divertida de criar estampas sofisticadas e tem senso de humor com uma pitada de sensualidade.