Esperanza Spalding

Esperanza Spanding

Foto: divulgação

A nossa diva do jazz de hoje tem um nome que já parece uma canção, suave e marcante, como sua voz e sua beleza. Esperanza Spalding é aquelas musas que não conseguimos esquecer. A cantora preferida de Barack Obama foi uma criança prodígio, como tantas que apresentamos aqui. Aos 5 anos, já deixava uma audiência boquiaberta com seu talento.

Esperanza Spalding

Foto: The Sampler

Nascida em Portland, nos EUA, num ambiente multicultural efervescente, desde cedo Esperanza já se interessava por outras culturas e aguçava seus sentidos com música clássica, aprendendo a tocar violino sozinha desde muito cedo. Entre suas principais influências, ela cita a música brasileira, dizendo que sempre se encantou pelo nosso ritmo e pela sonoridade do português.

Esperanza Spalding

Fotos: My Space | Sinuous Magazine

Aos 15 anos,  já fazia apresentações em clubes de blues, mas ela continuou sua educação formal, tendo mais tarde ganhado uma bolsa integral em Berklee College of Music, a principal escola de música do mundo, para onde foi contratada aos 20 anos como instrutura, uma das mais jovens da história.

Apenas dois anos depois de lançar seu primeiro disco, em 2008 a cantora já estaria se apresentando no palco do Prêmio Nobel da Paz em Oslo, como escolha pessoal do presidente Barack Obama, o laureado daquele ano.

Um feito e tanto, que é apenas o começo… com vocês, Esperanza Spalding:

https://www.youtube.com/watch?v=TQtXo4tiZxs

 

Diana Krall

Diana Krall

Foto: divulgação

Seguimos contando a história das grandes divas do jazz através de uma cantora que sai um pouco da rota tradicional, mas nem por isso encanta menos. Nascida do Canadá, Diana Krall cresceu num ambiente musical, seu pai costumava tocar piano em casa e a mãe contava no coral da cidade, sendo possível imaginar uma rotina familiar deliciosa e para lá de inspiradora.

Não deve ter sido difícil para ela desde cedo decidir seu caminho. Já com 4 anos de idade ela tocava piano e por volta dos 15 dava canjinhas em restaurantes locais. Logo Diana iniciaria seus estudos como bolsista na prestigiada Berklee College of Music, em Boston, conhecida como a melhor faculdade de música do mundo e frequentada por músicos como Quincy Jones, John Mayer e Chaka Khan.

Diana Krall

Fotos: divulgação

Em 1993, Diana Krall lançou seu primeiro disco e não demorou para sua voz suave e ao mesmo tempo potente chamar a atenção do público. Seu terceiro álbum, dedicado ao ícone Nat King Cole, já recebeu uma indicação ao Grammy e a tornou sucesso mundial.

A cantora também acerta em belas parcerias, brilhou em shows com Tonny Bennett, duetos com Ray Charles, produziu um disco de Barbara Streisand, além das canções com seu marido, o músico inglês Elvis Costello.

Diana também tem uma história de amor com o Rio de Janeiro e a bossa nova (quem não tem?). Por isso, encerramos esse post com um delicioso passeio pelo Jardim Botânico.

Com vocês, Diana Krall:

Para olhos e ouvidos

O Grande Gatsby

Foto: divulgação/reprodução

Que tal ficar de pés para cima aproveitando duas grandes paixões, jazz e cinema? Pois o site Um Jazz por Dia fez uma listinha preciosa de vários filmes que combinam a sonoridade que embala nossa coleção e estão disponíveis na Netflix. Nós separamos alguns aqui:

Começamos com um filme que mistura não só o som, mas o clima jazzy dos anos 20. “O Grande Gatsby” é um deleite visual completo, com a história criada por F. Scott Fitzgerald e roteiro criado por ele e Francis Ford Coppola, além das beldades Robert Redford e Mia Farrow no elenco.

B.B. King

Fotos: divulgação/reprodução

O filme “B.B. King: The Life of Riley” tem a narração de Morgan Freeman para contar a trajetória do ícone B.B. King, das plantações de algodão do Mississipi, em meio a todo preconceito e segregação racial, até se tornar o Rei do Blues nos Estados Unidos.

Woody Allen

Fotos: divulgação/reprodução

Woody Allen é um grande apaixonado e inclusive costuma dar shows com uma banda de jazz nas horas vagas, então é claro que o assunto não podia faltar no seu repertório. No filme “Poucas e Boas”, o ator Sean Penn interpreta o músico Emmet Ray num falso documentário para lá de divertido.

Nina Simone

Fotos: divulgação/reprodução

Já “What Happened, Miss Simone?” é um documentário imperdível para os amantes de jazz, fãs da cantora e quem se interessa por personagens emblemáticos. O filme segue a trajetória de cantora como ativista política e mostra o quanto isso influenciou na sua carreira. Sem contar que é uma ótima oportunidade de ouvir suas músicas!

Chicago

Foto: divulgação/reprodução

O musical “Chicago” é outra maravilha que, além de mostrar o gênero musical, ainda mergulha no clima da época que nos inspiramos. O filme combina intrigas, escândalos, crimes e muito glamour para retratar a cena musical da cidade americana anos 20, com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere estonteantes.

Agora é só preparar a pipoca!

Sarah Vaughan

Sarah Vaughan

Fotos: divulgação

Como muitas cantoras de sua geração, Sarah Vaughan ensaiou os primeiros acordes na igreja que frequentava com sua mãe em Newark, Nova Jersey. Ainda na infância se apaixonou pela música popular americana, que chegava aos seus ouvidos através da forte cena musical local.

Antes dos 18 anos “Sassy”, como ficou conhecida, já dava suas escapulidas para tocar em clubes e viajava para NY com um grupo de amigos para assistir aos concertos de jazz no Harlem. Ousada e talentosa que era, nessa época ganhou um concurso como cantora numa importante casa de shows na big apple e começou a carreira com o pé direito, abrindo um show para a já grande Ella Fitzgerald.

Sarah Vaughan

Foto: divulgação

Não demorou um segundo para a cantora de voz cristalina, sorriso carismático e olhar sapeca ganhar a América, tornando-se em pouco tempo famosa por suas baladas românticas e versões ainda mais doces de músicas que nunca nos cansaremos de escutar, como “Tenderly”, “My funny valentine”, “I’m in the mood for love” e “Body and Soul”.

No fim da década de 70, já um standard do jazz mundial, Sarah descobriu o Brasil. Entre os últimos grandes sucessos de sua carreira, estiveram discos gravados aqui com parcerias lindas: os duos contavam com ninguém menos que Tom Jobim, Dorival Caymmi e Milton Nascimento. A musa também regravou canções dos Beatles, emprestando um novo olhar aos clássicos que (quase) todo mundo ama. E, assim, mostrou as múltiplas facetas do jazz.

Com vocês, Sarah Vaughan!

https://www.youtube.com/watch?v=KVTxN7reN4k

Nina Simone

Nina Simone

Fotos: divulgação

Depois da doçura de Ella Fitzgerald e da intensidade de Billie Holiday, nosso Lady Sings the Blues dessa semana conta a história de uma mulher potente e virtuosa, que usou sua voz não só para encantar, mas também como importante ferramenta social.

Eunice Kathleen Waymon foi apresentada à música aos 3 anos na igreja frequentada por sua mãe na Carolina do Norte, chegando a receber uma educação musical formal através de aulas particulares, tornando-se uma exímia pianista. Na juventude em busca de ampliar seus estudos, a cantora se mudou para NY e, apesar de seu talento incontestável, não foi aceita na faculdade por ser negra.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nascia então Nina Simone, o codinome criado por ela para se apresentar em bares e conseguir financiar seus estudos como pianista clássica. Mas ela foi além. A musa também começou a cantar, criando imediatamente um público fiel, que se mostrava cada vez mais impressionado com seu talento.

Uma verdadeira força da natureza, sua carreira deslanchou com velocidade espantosa, mas no fundo Nina parecia nunca satisfeita. A cantora não se sentia confortável com todo seu sucesso enquanto os negros sofriam com a segregação racial, que ela mesmo havia sentido tantas vezes na pele.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nina Simone se tornou então ativista e porta-voz da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, além de amiga pessoal de Martin Luther King. Ela chegou a cantar hinos do movimento, como Mississippi Goddamn, To Be Young e Gifted and Black.

A partir de seu engajamento social, sua carreira sofreu um forte boicote que a levou a deixar para sempre os EUA, história muito bem contada no documentário “What Happened, Miss Simone?”, imperdível para quem é fã da cantora. E quem não é?

Com vocês, Nina Simone: