Nina Simone

Nina Simone

Fotos: divulgação

Depois da doçura de Ella Fitzgerald e da intensidade de Billie Holiday, nosso Lady Sings the Blues dessa semana conta a história de uma mulher potente e virtuosa, que usou sua voz não só para encantar, mas também como importante ferramenta social.

Eunice Kathleen Waymon foi apresentada à música aos 3 anos na igreja frequentada por sua mãe na Carolina do Norte, chegando a receber uma educação musical formal através de aulas particulares, tornando-se uma exímia pianista. Na juventude em busca de ampliar seus estudos, a cantora se mudou para NY e, apesar de seu talento incontestável, não foi aceita na faculdade por ser negra.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nascia então Nina Simone, o codinome criado por ela para se apresentar em bares e conseguir financiar seus estudos como pianista clássica. Mas ela foi além. A musa também começou a cantar, criando imediatamente um público fiel, que se mostrava cada vez mais impressionado com seu talento.

Uma verdadeira força da natureza, sua carreira deslanchou com velocidade espantosa, mas no fundo Nina parecia nunca satisfeita. A cantora não se sentia confortável com todo seu sucesso enquanto os negros sofriam com a segregação racial, que ela mesmo havia sentido tantas vezes na pele.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nina Simone se tornou então ativista e porta-voz da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, além de amiga pessoal de Martin Luther King. Ela chegou a cantar hinos do movimento, como Mississippi Goddamn, To Be Young e Gifted and Black.

A partir de seu engajamento social, sua carreira sofreu um forte boicote que a levou a deixar para sempre os EUA, história muito bem contada no documentário “What Happened, Miss Simone?”, imperdível para quem é fã da cantora. E quem não é?

Com vocês, Nina Simone:

Billie Holiday

Billie Holiday

Fotos: divulgação/reprodução

Foi com uma flor no cabelo, um coração rasgado e uma voz avassaladora que Eleanora Fagan se eternizou como Billie Holiday, uma das mais brilhantes cantoras da história, que revisitamos nesse mergulho pela Era do Jazz.

A Lady Day, como se tornou conhecida, teve uma vida pessoal tempestuosa, que parece ter acrescentado intensidade ao seu canto, um dos mais potentes e comoventes do jazz americano. Com uma infância difícil, Billie foi descoberta cantando no Harlem aos 17 anos, no começo dos anos 30, e assim começou uma carreira meteórica e mais curta do que ela merecia.

Billie Holiday

Fotos: divulgação/reprodução

A cantora teve uma relação intensa com as drogas e com o álcool. Desde a infância foi presa diversas vezes, sendo a última aos 44 anos já no hospital, onde faleceu em seguida. A trágica história da cantora, assim como seu talento indescritível, foram contados no filme “Lady sings the blues”, de 1972, em que ela é interpretada por ninguém menos que Diana Ross.

Impossível permanecer indiferente a sua voz, que transforma em beleza toda a dor que ela viveu. Com vocês, Billie Holiday:

Ninguém igual a Ella

Ella

Foto: divulgação

Inspirada pela trajetória da americana Georgia O’Keeffe, nossa coleção revisita a Era do Jazz que despontou nos anos 20, época em que a pintora dava os mais importantes passos de sua linda e longa carreira. E nenhuma outra, mas a “primeira dama da canção”, Ella Fitzgerald é a primeira a embalar nossos dias com a batida que como nenhuma outra soube cantar igual a ela.

Conhecida pelo timbre que beirava a perfeição, “Lady Ella” esbanjava voz cristalina, dicção perfeita e uma timidez charmosa que a acompanharam por 59 anos de carreira. Tudo começou por acaso, nascida na Virgínia, ainda menina sonhava mesmo em ser dançarina, mas para nossa sorte aos 17 anos encontrou o microfone, iniciando uma grande paixão.

Ella 2

Fotos: divulgação

Por anos Ella acompanhou como cantora principal em big bands, forma popular de apresentação de jazz pelos EUA, cantando grandes clássicos da época. Mas não demorou muito pra que tivesse sua própria banda e começasse a rodar o país com suas canções.

Atenta ao seu tempo, soube dançar conforme a música e agregou ao repertório canções de bebop e scat, ritmos que começavam a se destacar nos anos 40. Assim revitalizou sua carreira, que atingiu o ponto máximo regravando os maiores compositores americanos na série de Songbooks, considerados os primeiros álbuns pop da história, numa bela homenagem a Cole Porter, Duke Ellington, Gershwin e até o nosso Tom Jobim.

Brilhante e inesquecível, ela é a primeira entre grandes mulheres do jazz que marcaram para sempre a história da música. E que teremos muito prazer em relembrar.

Com vocês, Ella:

Para colecionar

BOWIE 1

Imagens: divulgação

Colecionar selos promete virar moda, ou pelo menos alguns selos tem tudo pra virar objeto de desejo entre os fãs de David Bowie, e bem, quem não era fã do maior camaleão da música mundial?

Depois de um ano da morte do músico britânico, a Royal Mail anunciou que a partir de março lançará uma linha especial de 10 selos que cobrem boa parte da magnífica carreira do cantor, celebrando não só sua vida, mas os 50 anos de invenções e reinvenções de Bowie.

Entre as 10 imagens disponíveis estão capas de discos, alguns de seus personagens icônicos, além de performances do cantor e ator, que vai sempre deixar saudade como um dos mais inventivos e geniais do nosso tempo.

BOWIE 2

Imagens: divulgação

E receber uma carta a partir de agora tem tudo para virar um grande fetiche na Inglaterra. Imagina o charme duplo de além da mensagem à moda antiga, de quebra ainda ganhar um selo exclusivo com uma imagem de David Bowie? Um belo tributo, quem estiver pela terra da rainha, por favor, mande uma carta para cá!

Antes da fama

pés 2

Fotos: divulgação

Bem antes de ser o mito de hoje em dia, Madonna teve seus dias de aspirante a popstar vivendo de bicos e tentando a vida na cidade grande.

Nessa época, antes de se eternizar como ícone pop, a cantora também cantou em duas bandas que nunca chegaram nem perto da fama que a loira conseguiu alcançar sozinha nos dias de hoje.

pés 1

Fotos: divulgação

Vamos saber melhor dessa história no filme “Emmy and the Breakfast Club”, que reconta o comecinho de sua carreira com um trunfo nas mangas: a narrativa será protagonizada pela atriz Jamie Aul, que não poderia ser mais parecida com Madonna e nas fotos já confunde o nosso olhar.

Já estamos curiosos pra ver o resto. E você?