So much beauty in the world

Maria Canto

Sabe aquela cena clássica do filme Beleza Americana, com um plástico voando junto às folhas caídas das árvores? Ela resume bem a visão da Maria Canto sobre a vida. Para nossa gerente de branding, há muita beleza no mundo, por todas as partes. Voyeur que se atenta à cada detalhe, ela nutre essa forte relação com a estética desde que se entende por gente. Nascida numa família amante da arte, formas e cores, Maria nos empresta o olhar artístico todos os dias.

Essa veia estética é de sangue, mas também dos astros. Com ascendente em Touro, ela se entrega aos prazeres visuais de corpo e alma. Não à toa, o cinema é sua grande paixão, tanto que sempre achou que fosse trabalhar com a sétima arte. A moda entrou na sua vida de repente e acabou a conquistando. E quando tem emoção, Maria não resiste. Ariana, é passional, afetuosa e enérgica. Talvez por isso, o estilo musical que tem escutado é latino, com ritmos animados e calientes.

Que nunca falte paixão e beleza na vida da Maria!

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Como começou sua carreira? Conta um pouco sobre o caminho que você percorreu até aqui.
Eu tenho paixão por cinema, achei que fosse trabalhar com isso. Fiz comunicação, estagiei em agência, canal de TV, depois fui para uma produtora grande de cinema e publicidade. E nas horas vagas, quando eu precisava de grana, trabalhava em loja, fazia bico de vendedora. Eu vendia bem, a carreira deu certo, e logo me encantei pela moda. Fui chamada para ser do departamento de marketing na marca onde eu trabalhava. Amei e nunca mais quis saber de cinema e TV para trabalhar, virou só hobbie.

O que você mais gosta em trabalhar com moda? Sempre se imaginou fazendo isso?
O que eu amo na moda é que ela é muito dinâmica. Eu acho uma das maiores formas de expressão. Eu sabia que queria fazer comunicação, preciso trabalhar com gente, em grupo, com contato pessoal. Acho que a moda combina tudo isso. Para quem gosta de pessoas, comunicação, psicologia, comportamento e movimentos humanos, acho que a moda é uma ótima opção de carreira. Não me imagino trabalhando numa coisa parada e a moda é muita coisa ao mesmo tempo. Adoro isso.

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Nada como ter avós inspiradores. Maria bem sabe!

Como é a sua relação com a moda?
A minha relação com a moda vem desde pequena e eu diria que tenho uma relação com a estética desde que eu nasci, é uma coisa de família. A minha avó fazia roupa, teve uma grife nos anos 60, 70, era pianista e desenhista. A moda sempre fez parte do convívio da nossa família. Tenho familiares ligados à arte. Meu avô foi arquiteto, diretor de museu, por isso sempre convivi com estética. A moda é natural para mim. Sempre tive intimidade com cor e forma. Poderia ser outra coisa ligada à estética, talvez arquitetura, mas é a moda. Ela me escolheu. Curioso que meu pai é um cara que gosta de moda, mais do que a minha mãe. Meu pai, meu tio, filhos desses avós, usam calça e sapato colorido, blusa estampada. Sempre foram para frente, nunca caretas. Meu pai sempre me deu roupa legal, ele tem olho. Meu irmão também.

Como define seu estilo? O que ele diz sobre você?
Não sei se tenho um estilo definido… Sou casual, clássica, equilibrada. Gosto de minimalismo, mas não sou reta. Do estampado, mas numa certa quantidade. A delícia da moda é que um dia você está romântica, no outro você quer sair para jogo, tem dias que você está colorida, alegre, no outro nem tanto… A moda é uma amiga. É muito gostoso poder escolher um mood. Acho que sou simples, não gosto de excessos. Menos é mais.

Quais são as principais características que você destaca na sua personalidade?
Eu sou muito Áries, meu signo. Impulsiva, amiga, extrovertida, afetuosa. Se pudesse, seria menos ansiosa. Mas também sou muito Touro, meu ascendente. Sou o equilíbrio entre os dois signos. Gosto de rotina, trabalho duro, dos prazeres da vida. O Áries levanta esse Touro e esse Touro abaixa esse Áries. A lua é em Escorpião. É tudo bicho. Eu não tenho ar, isso é interessante. Sou bem pé no chão.

Como elas te ajudam a trabalhar com nosso universo?
Touro é muito estético, é dos prazeres, é da comida. Isso ajuda no meu trabalho. A facilidade em comunicação também. Uma coisa que fala muito de mim é que eu nunca quis ser estilista. Gosto de marca, da criatividade de uma outra maneira, da imagem que melhor vai representar, do texto, em tudo. Somos tão criativos quanto quem cria a roupa. Amo toda a parte de branding. As histórias que vamos contar, a vida que cada produto tem. Esse lado B enorme por trás de uma roupa. Também adoro o trabalho de gestão. Os caminhos, os processos, trabalhar em equipe.

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O que você gosta de fazer nas horas vagas?
Cinema, música. Sou uma DJ frustrada (risos), adoro fazer playlist, comer. Não sou cozinheira, mas amo comer. Um dos programas que mais gosto. Filme e comida.

O que tem visto, escutado?
Os últimos que vi e adorei foram “Juventude”, do Sorrentino, o do Tom Ford, o “Animais Noturnos” e “A Bigger Splash”. Gosto muito de cinema francês porque fala de relação humana. Adoro filme com histórias possíveis. Gosto de cinema argentino também. E em relação à música, sou muito ampla. Gosto de quase tudo. Estou numa fase latina, ritmos animados para dançar, calientes.

O que te inspira na vida?
Pessoas, gente. Se eu estou triste, gosto de sair na rua e ver gente. Se estou feliz, gosto de compartilhar com gente. O humano me inspira.

Não gosta de ficar sozinha?
Adoro ficar sozinha, moro só há alguns anos. Mas vejo filme, mesmo que fale de solidão. Sou muito observadora. Adoro viajar sozinha, comer sozinha, mas vou ficar num restaurante de vouyer, vendo o mundo. E vou achar bonito, me emocionar. Sabe aquela cena do plástico voando no Beleza Americana? “There is so much beauty in the world”. Entendo completamente isso. Você pode estar sozinho e não se sentir só. Tem pessoas que vivem acompanhadas e são solitárias. O mundo está dentro de mim.

Da onde você acha que vem seu senso estético? Quais são suas referências?
Do berço. Tive referências e gostei desse assunto. Casou. Poderia não ser. Meu irmão teve as mesmas referências e trabalha com logística. Mas é músico nas horas vagas. Cada um pega suas referências e transforma.

Poderosa ou emponderada? Emponderada.
O mundo é seu ou você é do mundo? Eu sou do mundo.
Mídi ou longo? Curto.
Preto ou branco? Preto no branco.
Calor do deserto ou frio da neve? Calor.
Cacto ou flor? Flor.
Jazz ou blues? Os dois são uma maravilha.
Salto ou solto? Solto.
Art Déco ou Art Nouveau? Art Déco.
Real ou surreal? Real.
Eu mudo a moda ou a moda me muda? Os dois.
Sem dor ou sem pudor? Sem pudor.
Meu lugar no mundo é… Minha casa.
Instagram ou Facebook? Facebook.
The Beatles ou Rolling Stones? Rolling Stones.
Liso ou estampado? Os dois.
Cara lavada ou maquiada? Lavada.
Ella Fitzgerald ou Billie Holiday? Escolha de Sofia. Acho que Ella.
Listras ou poá? Poá.

Pedimos para quatro das nossas parceiras de trabalho definirem o que é moda para elas. As respostas mostram que o por trás de um universo repleto de cores e formas, está o propósito de traduzir o seu estilo, realçar sua beleza e seu desejo de expressão, trazendo conforto e fazendo você se sentir bem todos os dias. Confira:

Moda para mim é…

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Marcela Calmon, filha da moda

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De vez em quando, ouvimos aquelas histórias de pessoas que sempre souberam com o que queriam trabalhar. Marcela Calmon, nossa estilista, encaixa-se nesse seleto e sortudo grupo. Desde criança, ela desenha roupas e aventura-se em modelagens que, naquela época, tinham um simples papel como material. Já adulta, chegou a ter sua própria marca, a Filhas de Gaia. Hoje, no nosso time de Estilo, realiza diariamente o sonho de transformar seus croquis em realidade.

Mas a fase criativa é apenas uma pequena parte do desenvolvimento das peças, garante ela. “Sou muito certinha, me cobro muito, não perco prazo. Sou organizada. Tenho a parte criativa, mas tem esse outro lado essencial para o meu trabalho”, conta Marcela, que atualmente se divide entre o trabalho e a filha Siena, de apenas 9 meses.

Se ela é sortuda, nós somos ainda mais por tê-la no nosso time!

Confira a entrevista:

Como começou a sua relação com a moda?
Começou bem cedo. Sempre gostei de desenhar, então desde novinha, ao lado da minha amiga Renatinha, desenhava, fazia roupinha de papel. Sempre gostei muito de roupa. Acabei indo para esse lado mais artístico. Minha avó desenhava também.

E sua trajetória? Conta um pouco dela para a gente.
Fiz faculdade junto com a minha melhor amiga, a Renatinha, viajei, fui estudar fora, quando voltei a gente se reencontrou e abriu uma marca, a Filhas de Gaia. Estávamos na faculdade ainda, tínhamos 18 anos, éramos muito aflitas para abrir nosso negócio. A gente cortava, costurava peças exclusivas. Foi crescendo. Fizemos couro, malha, tecido.

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O que desenhar e criar uma roupa representa para você?
Essa é uma das partes mais legais, a criação, desenhar as roupas. Tem muita pesquisa, ver novos aviamentos, novos tecidos. Para mim é a melhor parte, com certeza. Mas no dia a dia era uma parte pequena, dura uma semana, depois temos uma semana para desenhar. A partir daí, é transformar em realidade.

Como você vê a moda? Qual é o papel dela no mundo?
Para mim é muito importante. Todo mundo usa, até sem querer. Todo mundo participa sem perceber. É como você se mostra para o mundo.

Como você define seu estilo?
Sou muito básica. Gosto de preto, branco, cinza.

O que é mais importante na hora de criar uma roupa?
Estar com um tema e uma pesquisa bem fechadas, estar antenada com o que está acontecendo. E a partir daí seguir um caminho.

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Pingue-pongue com a Marcela:

marcelaInstagram do momento… @vikyandthekid.
Para me inspirar… Um bom filme.
Clichê mais verdadeiro… “Amor de mãe é o maior amor que tem”.
Vício/mania… Coçar o olho, por isso estou sempre de óculos escuros.
Admiro… Meus pais.
Sua marca registrada…  Óculos escuros.
Um superpoder… Acordar a madrugada inteira e trabalhar no dia seguinte.
Não pode faltar na bolsa… Celular.
Peça-curinga no armário… Calça social preta.
Nos fones… “Under Pressure”, cantada pelo Bowie com o Queen.
Na tela… Sex and the City, Friends.
Brindo com… Vinho tinto.
Na mesa… Salgado. Queijo, pão.
Nas paredes… Banksy.
Favorito da cabeceira… “Trading Up”, da Candace Bushnell.
Meu lado B… Novela.

Deliciosa receita de moda

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Debaixo dos caracóis dos cabelos de Priscilla Ferreira, além de belos lenços coloridos, uma história de amor pela culinária e pela moda. Pós-graduada há 4 anos em Produção de Moda, nossa coordenadora de Visual Merchandising adora emprestar seu toque de criatividade aos pratos que prepara e ao décor charmoso das nossas lojas.

Não à toa, Priscilla define seu estilo como “criativo natural”. Ela sempre anda pelos corredores da Filó com uma receita deliciosa de moda, que mistura ingredientes como estampas coloridas e padronagens gostosas. Tempero? Muitos acessórios para dar sabor extra aos looks. Nossa coordenadora não é de falar pelos cotovelos, mas as roupas, sem dúvida, falam por ela.

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Confira a entrevista:

Você sempre quis trabalhar com VM?
Não. Antes do Visual Merchandising, havia trabalhado em Compras e Estilo. O VM entrou na minha vida como uma linda surpresa… Que tenho amado mais a cada dia.

Como você busca referências e como é o processo para montar o visual das lojas?
Quando o tema e briefing de cada coleção é definido, nós Filózetes (equipe de VM) fazemos um dia de reunião criativa. Sempre em lugares inspiradores, onde cada uma leva suas pesquisas e referências visuais. Dali, já saímos com algumas ideias para cenografia de vitrine e decoração do interior de loja. Algumas simulações são feitas pela nossa designer e a aprovada é reproduzida na nossa sala. A partir daí, começamos a busca por fornecedores para produzir o material para todas as lojas.

Por que/como decidiu trabalhar com moda?
No final do segundo grau, fiz dois testes vocacionais. Ambos apontavam uma tendência criativa. Já havia me interessado pelo curso de Moda e me matriculei. “Super” me identifiquei e, no primeiro período, comecei a estagiar em uma fábrica de bolsas.  Naquele momento já tive certeza que era isso que queria fazer.

Ainda falta realizar alguma coisa? O quê?
Muitas! Vou listar as principais: comprar minha casinha linda e colorida, ter mais tempo com a família e amigos e encontrar minha metade do abacaxi.

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Com que frequência você cozinha?
Minha terapia gastronômica acontece pelo menos duas vezes na semana.

Quais são suas especialidades na cozinha?
Minhas especialidades são pratos contemporâneos do dia a dia. Faço opções práticas, mas dou um toque diferenciado. Invento molhos, combino temperos e monto uma boa apresentação, o que faz toda a diferença. Dou preferência a pratos leves, como massas, saladas e peixes.

Tem algum sonho?
Sonho em ver nossa Cidade Maravilhosa e nosso país sendo tratados de uma forma melhor. E habitantes entendendo o verdadeiro conceito de cidadania.

O que te tira do sério, te irrita?
Injustiça e sensação térmica de 50 graus.

Como você define seu estilo?
Defino meu estilo, como “criativo natural”. Amo misturar estampas, maxiacessórios e cores. Conforto em primeiro lugar!

Quais suas paixões?
Tenho tantas… As principais são família, amigos, pipoca, gastronomia e Lumiar.

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Pingue-pongue com a Pri:

Instagram do momento… @decordecoracao
Trabalhar com moda é… Reinvenção
Para me inspirar… Observo tudo!
Clichê mais verdadeiro… Seja você mesmo
Vício/mania… Lavar as mãos muitas vezes ao dia
Admiro… Habilidades manuais
Sua marca registrada…  Lenço no cabelo
Um super poder… Valorizar meus cachos
Cozinhar é… Minha terapia
Não pode faltar na bolsa… Celular carregado
Peça-curinga no armário… Blusa listradinha
Nos fones (música)… Cantora Asa (Francesa, criada na Nigéria)
Na tela (filme/seriado)… “À Procura da Felicidade”
Brindo com… Chope gelado
Na mesa (comida)… Tenho optado por opções mais leves, mas minha preferência é comida baiana
Nas paredes (pintor/artista)… Jorge Selarón (ele me deu uma tela de presente antes de falecer)
Favorito da cabeceira (livro)… “Verdade Noturna”, do poeta Dinho Fonseca

Invadindo a praia de Luiz Romano

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Quem vê nosso gerente de e-commerce de roupa social, não imagina que há 30 anos ele era como o menino do Rio de Caetano Veloso: surfista do Arpoador, com calção e corpo aberto no espaço. Chegou, inclusive, a passar uma temporada no Havaí e, 2 anos depois, virou juiz de surf, julgando diversos campeonatos.

Além da prancha, Luiz carregava seus patins para todos os cantos. Foi patinando, entre tropeços e papos leves, que o gerente conheceu a mulher. Numa história de amor que começou sobre rodas, seguem juntos desde então.

Falando em amor, ele conta que hoje olha para a vida de uma forma diferente, mais apaixonada. Há 4 anos, superou um sério problema de saúde, o que o fez mudar a forma de viver.

Nosso desejo é que a vida seja tudo o que o sonhares, Luiz!

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Quer dizer que você era juiz de surf? Conta essa história.
Comecei a surfar porque eu morava no Arpoador desde pequeno, depois começaram a ter muitos campeonatos de surf no Rio e no Brasil. Começou a profissionalização lá pelos anos 80. O primeiro circuito foi o Circuito Company e precisavam de surfistas para julgar. Me inscrevi e comecei a estudar as técnicas de pontuação. Era muito bom, eu trabalhava a semana inteira e aos fins de semana tinham os campeonatos que pagavam bem, então eu conseguia fazer uma renda extra e ficar no meio que eu adorava. Julguei alguns campeonatos brasileiros e depois tive oportunidade de julgar campeonato mundial. Mas como eu era casado e tinha filha aqui, não dava para seguir esse caminho. Ficaria quase 10 meses longe de casa.

Quando foi? De que ano a que ano?
Tinha 25, 26 anos. Quando tinha 23 anos, passei uma temporada no Havaí. Dos 25 aos 30 anos eu fui juiz. Continuei surfando depois, mas parei de julgar.

E o Havaí? Foi para lá surfar?
Sim, fui para lá surfar. Voltei agora em 2013, 30 anos depois, para o mesmo lugar que tinha ficado. Voltei com a família e mostrei, expliquei tudo para eles.

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Você ainda surfa?
Não. Como meu irmão mora em São Diego, na Califórnia, quando vou visitá-lo, aí sim eu dou uma remada. Mas no dia a dia não surfo mais.

E você conheceu sua mulher andando de patins?
Os patins foram na mesma época. O Rio era muito intenso, você surfava, fazia jiu-jítsu, futebol na areia no pôr-do-sol… Aí teve uma época que essa febre dos patins movimentou a cidade. Todo mundo se conhecia, ainda não tinha a Barra da Tijuca. Conheci minha mulher assim, ela também era patrocinada. Era bacana, as meninas caíam, você ia lá ajudar, era fácil de interagir.

E a sorveteria? Como surgiu a ideia de vender sorvete?
Trabalhei numa estatal, tive oportunidade de ser franqueado da Company em Niterói com minha mulher, aí saí da marca e comprei uma sorveteria na Olegário Maciel (Barra da Tijuca). Meu filho nasceu nessa época, conseguia surfar de dia. Tirei um ano “sabático”. Depois voltei para o mercado.

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Ouvimos falar que você é o rei do profiteroles!
Quando eu peguei a sorveteria, no verão eu conseguia vender, mas no inverno não. Pensei num produto que podia vender o ano todo. Tinha de macadâmia, café, coco com nozes, menta chocochips. Eu fazia a bombinha na padaria do lado da sorveteria, abria a bombinha e colocava o sorvete, e ofereci para os restaurantes. Fiz um produto diferenciado e vendi para restaurantes sofisticados, como o Gula Gula, Porcão, Sushi Leblon.

Vamos falar do presente agora. Como é trabalhar entre tantas mulheres?
Acho o maior barato. Trabalho numa sala com 20 mulheres, brincam que estou bem acompanhado.

Qual é o maior desafio de trabalhar com o universo online?
A tecnologia. Cada dia surge uma ferramenta nova, temos que estar sempre atualizados. A integração de canais, online e lojas e físicas, também é um ponto importante. Sem falar na parte de logística, já que dependemos de correios etc. O Brasil é enorme, mas estamos evoluindo bastante.

Luiz Romano patinsMe inspira… Viver, família, acordar.
Surf é… Uma qualidade de vida maravilhosa. Dentro da água você esquece de todos os problemas.
Mais inspirador em mim… Sou uma pessoa muito aberta. Do bem.
Me tira do sério… Desorganização.
Para deixar a vida mais leve… Viva o aqui e o agora. Há 4 anos tive um problema de saúde sério. Mudei completamente a forma de viver. Não guardo nada, nem dinheiro. O médico  disse que ganhei uma sobrevida. Uma segunda chance de continuar vivendo.
Uma frase/clichê mais verdadeiro… Viva como se fosse o último dia da sua vida.
Minha marca registrada… Honestidade. Sou correto.
Trilha sonora… Música do meu tempo. Estava escutando Queen agora. Sou saudosista.
Na tela… Qualquer seriado. “Game of Thrones”, “Suits”, “Breaking Bad”.
Na mesa… Sou natural, gosto de salada, peito de frango. Não como muito. Gosto de comer, mas não é minha prioridade.
Na cabeceira… Livros voltados para o meu mercado. Gostei de “Sonho Grande”.
Musa(o) inspirador… Meu pai, conseguiu tudo com trabalho e honestidade.