Costurando amor

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Feito maestro com a sua partitura, Dona Hildete rege uma orquestra composta por tecidos mil. No lugar da batuta em mãos, a máquina de costura. Como cordas do violão que vibram, as linhas seguem um movimento fluido, cadenciado pela agulha ritmada. Nessa dança que segue há quase 50 anos, a costureira mostra que sabe exatamente para o que nasceu.

Se está triste, costura. Se está alegre, costura. A vida, para ela, é compor peças repletas de detalhes, amor e dedicação. Dona Hildete transforma trabalho em lazer e faz da Maria Filó sua segunda família, com a qual compartilha seus dias há quase 16 anos.

Feliz Dia da Costureira para a nossa querida Hildete e para todas as outras costureiras que fazem toda a diferença no nosso dia a dia!

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Como você começou a costurar?
Eu comecei com 16 anos, sempre trabalhei com costura, é a minha vocação. Quem me trouxe para cá foi o filho da dona Célia (criadora da marca). Gosto da Maria Filó, é a minha segunda família. Me sinto em casa. É um lugar muito bom para trabalhar. Todo mundo é amigo, todo mundo fala comigo. Quando eu comecei, a Maria Filó era pequena. Umas 4 lojas, tinha só uma máquina de costura caseira. Agora temos muitas máquinas industriais. Não tinha pilotista, modelista, era só eu mesma.

O que mais gosta na arte da costura?
Gosto de tudo. Teve uma época que pilotei. Sou pilotista, modelista e costureira.

Se não fosse costureira, seria o quê?
Nada. Se estou alegre, me divirto com a costura. Se estou triste, me divirto com a costura. Costuro aqui e, quando estou em casa, me distraio com a costura. Me sinto bem. Meu trabalho é lazer. Tenho paciência e dedicação.

O que é mais importante para ser uma boa costureira?
Muita paciência e gostar do que faz.

Qual é a o maior aprendizado que teve nesses anos?
Aprendi muita coisa. A convivência com as pessoas, a educação. Todo mundo gosta de mim, me trata bem, eu gosto de todo mundo. Eu sou comunicativa e adoro esse contato com as pessoas.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Costura! Se não tenho nada para fazer, eu costuro. Tenho que costurar. É o dom da pessoa. Minha família toda é dessa área. Meu pai era alfaiate. Minhas 7 tias eram costureiras.

Você faz as próprias roupas?
Faço camisa e calça para o meu filho. Já fiz vestido de casamento, de madrinha. Eu brinco com a tesoura, com a máquina, eu gosto de trabalhar. Domino a costura.

A arte da empatia

Dizem que o segredo da vida é alcançar o equilíbrio entre razão e emoção. Se depender do Edu Loureiro, nosso coordenador de Design, esse meio-termo está cada dia mais próximo. Não é para menos: rodeado de mulheres há 4 anos na Filó, o designer tem se conectado com seu lado mais sensível.

Quando o assunto é emoção, o ponto fraco – que na verdade está mais para forte – é a música. Apaixonado por rock, o coordenador deposita toda a sua sensibilidade nas cordas do violão e da guitarra. As melodias tomam conta dele de corpo e alma. Isso porque quem o conhece, sabe que Edu é o rei de qualquer pista de dança.

Para ele, fica aqui nosso obrigada pelas risadas, boas ideias e esforço de entender nosso rico mundo feminino.

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Confira a entrevista: 

Design foi sua primeira faculdade?
Eu comecei fazendo comunicação. Na época não sabia o que queria cursar, fiz orientação profissional e deu publicidade. Na faculdade, queria direção de arte. Fiz um curso na área e percebi que queria design gráfico. Desde adolescente já mexia em programas gráficos, de computação e de som. Terminei a faculdade e depois fiz design. Eu estagiava na época em comunicação interna, por isso fiz um curso noturno. Queria trabalhar em agência, mas fugi dessa “obrigação”, percebi que havia muito mais opções. Comecei a trabalhar com web design durante 4 anos e vim para cá. Já estou há 4 anos.

E como é trabalhar com moda para você?
Para ser um bom designer, você tem que saber trabalhar com públicos muito variados. O mais importante é desenvolver empatia pelo seu cliente. Acho limitador escolher demais, quero viver novas experiências, não quero ter a cabeça fechada. Só de ser design, já me deixa muito feliz. A moda em si é uma expressão visual, então tem tudo a ver. É um trabalho muito diversificado, é importante para o crescimento profissional.

O que é design para você?
O que vem antes do produto final. A pesquisa de inspirações, testes com o público, experimentar o que funciona. É o processo. E está sempre evoluindo.

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O que é mais importante na hora de desenvolver uma arte gráfica?
O contexto em que esta arte vai existir, pensando sempre no usuário. Se você cria sempre para o mesmo meio, você já sabe o que funciona. Mas nosso trabalho aqui é pulverizado e diversificado, por isso o mais importante é entender o contexto. Qual o tamanho da arte, onde vai ficar, se vai ser vista de perto ou de longe, se vão tocar, a textura, a resistência, se vai ser transportado, vai abrir a embalagem, vai fechar, qual o objetivo da arte, o que ela vai transmitir. Muitos caminhos a serem seguidos que dependem do contexto. Por já estar aqui há um tempo, o DNA da marca já está enraizado em mim. Bato o olho e sei se tem a ver com a gente. É bem natural.

Como é trabalhar entre tantas mulheres? O que você aprende conosco?
Foi a primeira vez que trabalhei num ambiente assim. Não é bom se fechar, ficar só na sua zona de conforto. Com o tempo passei a me abrir mais para todos os assuntos, faço brincadeira. Saí da bolha. Tem a ver com meu amadurecimento também. Mulher é mais sentimento, menos razão. Aprendi a ser mais sentimento e menos razão. É bom ter um equilíbrio, acho que encontrei o meu trabalhando aqui.

Qual é o seu lado feminino?
Tentar entender o outro, apesar de várias vezes achar que estou entendendo tudo, mas não percebo as coisas.

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Conta mais sobre a sua banda.
Meus pais sempre ouviram muita música, comecei a aprender violão e guitarra aos 12 anos. Com 15, 16, eu, meu irmão e mais dois amigos formamos uma banda, a Atom Zoso. “Atom” vem do disco do Pink Floyd, o “Atom Heart Mother” e “Zoso” vem de um símbolo que o Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, usou no 4º álbum da banda. A gente tocava só rock antigo nos saraus do colégio, da faculdade. Ensaiávamos juntos na garagem dos meus avós, fizemos um estúdio simples lá. Até hoje meu irmão trabalha com música. Durou 6 anos a banda. Parei por falta de tempo. Voltei a tocar lá para 2010, chegou uma época que voltei a fazer coisas que gostava, jogar bola também. Decidi criar tempo para fazer as coisas que me davam prazer.

Falando em música, o que você tem escutado ultimamente?
Sou do rock, mas gosto de blues, jazz, MPB ultimamente. Sou velho com música.

O último show que você foi…
Baleia.

E último filme que te marcou?
“Na Natureza Selvagem”, me fez pensar na importância que a gente dá para os bens materiais, para as nossas relações. Mostra também a importância de encontrar nossa essência e nosso caminho.

Me fala um pouco sobre você. Quais são suas principais características?
Tranquilo, até demais às vezes. Cético, racional. Tento ser menos. Sou engraçado. Não, sou divertido. Não, espera…

Bem-humorado?
Isso.

O que te deixa feliz?
Estar em paz. A gente tem muita preocupação na vida, qualquer coisa que você esteja envolvido, tudo isso você pode encarar de maneira tranquila, que vai te trazer paz. Pode ter um relacionamento ótimo, ter dinheiro e viajar, um emprego ótimo, mas essas experiências podem ser ruins se você não estiver em paz.

Conta sobre um dia especial na sua vida.
A vitória do Brasil na Copa de 94. Eu tinha 8 anos.


EduTrabalhar com moda é…
 Encantar.
Para me inspirar… Tem que ser incrível e verdadeiro.
Mania… Mexer na barba.
Admiro… Humildade.
Marca registrada… Ironia.
Superpoder… Queria voar.
Tocar guitarra é… Esquecer o mundo.
Não pode faltar na mochila… Guarda-chuva.
Peça-coringa… Calça jeans.
Na tela… Game of Thrones.
Brindo com… Cerveja.
Na mesa… Molho pesto.
Nas paredes… Arte abstrata.
Favorito na cabeceira… Rubem Fonseca.

Nas alturas

Mulher de sorte e da serra, Bettina coleciona belas memórias no alto do Rio de Janeiro, em meio à natureza da Região Serrana, onde sua mãe tem uma pousada. Parte dessas lembranças inclui cavalos, animais que a encantam desde a infância por sua elegância. O que mais nossa compradora de 1,79m adora? Fins de tarde no boteco, vendo o sol se pôr, e ficar agarrada ao Antonio, seu enteado de 2 anos.

Noiva há 4 meses, ela encontra no passado algumas das suas referências. Se pudesse viver em outra época, escolheria os anos 70, quando Barry White – um dos seus cantores favoritos – lançou vários hits. A década de 90 não ficam de fora: Bettina adoraria ser amiga do Prince of Bel-Air, eternizado nas telas por Will Smith.

Mas ela só olha para trás na hora de buscar inspiração. Se tem um conselho que a compradora costuma dar para quem ama, é não se apegar ao passado. Seguir em frente, com a cabeça erguida e coração leve.

Grande Bettina!

Trio ternura

No que você se formou? Conta um pouco sobre sua trajetória profissional.
Fiz Design de Moda e trabalhei como vendedora em loja, até que me interessei por uma vaga de assistente de compras. No começo não fazia ideia de como seria, mas acabei me encantando e aqui estou há 5 anos.

E aí? Como foi chegar aqui?
A gente costuma achar que trabalhar com moda é glamour, mas vi que não era nada disso. Aos poucos fui me apaixonando e já estou aqui há 5 anos.

O que é importante na sua personalidade para exercer sua função?
Eu sou muito prática e rápida. Não postergo, quero resolver logo. Estou sempre pesquisando, não fico só parada na parte de sistema. Quero cada vez ter uma bagagem melhor.

O que te encantou na profissão?
A criação do produto. Ver o produto no papel, depois vem o primeiro piloto, a transformação desse esqueleto, dar vida a ele. Eu sou responsável do momento que a peça começou a existir até a loja. Chegar lá e olhar os produtos prontos não tem preço.

Qual é o seu programa favorito?
Sentar num botequim, pedir uma cerveja e ver aquele dia acabando. Não tem igual. Assistir a um filme também.

O que te emociona?
A evolução do Antonio, meu enteado de 2 anos e meio. Nossa relação é muito forte. A carreira que estou criando também me emociona, estou sendo cada vez mais reconhecida e me envolvendo mais.

O Antonio está te dando vontade de ser mãe?
Muita. Eu não tinha, nunca tive relação com criança. Hoje em dia gosto muito delas. Por causa do Antonio.

Quais são suas inspirações diárias?
Minha mãe e minha avó. Duas mulheres fortes. Minha mãe deu uma reviravolta na vida aos 40. Também adoro acordar cedo antes de vir trabalhar e ir correr, curtir o dia e agradecer.

Bettina, mãe e avó

Ouvimos falar que você é apaixonada por cavalos. Como e quando nasceu essa paixão?
Tenho vídeos meus montando a cavalo desde pequena, com 2 anos. Minha mãe é apaixonada e tem um cavalo. Hoje em dia não monto tanto, fico toda dolorida, mas me apaixono toda vez que subo. Dou uma cenoura, um beijinho ou faço um carinho neles.

O que mais te encanta neles?
A elegância. Eles nunca pedem, não ficam em cima de você.

O que mais você adora na serra?
Fui para Itaipava aos 14 anos. Morava no Rio e minha casa foi assaltada duas vezes. Adoro serra, eu subia sempre que possível. Morei lá até os 18 anos, quando vim fazer faculdade. Minha mãe e irmão moram lá até hoje. Nunca gostei de praia, meu canto sempre foi a serra, é muita tranquilidade. Aproveitar o dia lindo, o cheiro é bom, o barulho… dá uma paz de espírito. Volto renovada.

Bettina, Antonio e cavalo

Se você pudesse ser uma outra pessoa durante um dia, quem você seria?
Michelle Obama. Ela é uma mulher incrível, forte, familiar, defende os direitos dela. Uma personalidade única.

Se você tivesse uma máquina do tempo, para que época você iria?
Anos 70, meu sonho. Festivais ao ar livre.

Qual foi último show que você foi?
Los Hermanos. Adoro “Morena”.

Como seria um dia perfeito para você?
Um dia com minha família na Itália. Um piquenique num campo aberto, em Capri.

Qual é o seu conselho em comum que você daria para todas as pessoas que ama?
Siga em frente, bota a cabeça para cima e vai. Não desiste, vai dar certo. Não fique preso em passado, não olhe para trás.

O que mais te anima quando você está desanimada?
Uma boa música. Black music, música de mãe dos anos 90. Toni Braxton, Barry White. 

Qual personagem (filme, livro, desenho, seriado) você gostaria de ser amiga?
Fresh Prince of Bel-Air.

CavaloPoderosa ou emponderada? Poderosa.
O mundo é seu ou você é do mundo? Eu sou do mundo.
Mídi ou longo? Mídi.
Preto ou branco? Preto e branco.
Nova Iorque ou Novo México?
Nova Iorque.
Calor do deserto ou frio da neve? Frio da neve.
Cacto ou flor? Cacto.
Jazz ou blues? Blues.
Salto ou solto? Solto.
Art Déco ou Art Nouveau? Déco.
Real ou surreal? Surreal.
Eu mudo a moda ou a moda me muda? Eu mudo a moda.
Sem dor ou sem pudor? Sem pudor.
Meu lugar no mundo é… Na liberdade.
Instagram ou Facebook? Instagram.
The Beatles ou Rolling Stones? The Beatles.
Liso ou estampado? Estou numa fase lisa.
Cara lavada ou maquiada? Lavada.
Listras ou poá? Poá.

So much beauty in the world

Maria Canto

Sabe aquela cena clássica do filme Beleza Americana, com um plástico voando junto às folhas caídas das árvores? Ela resume bem a visão da Maria Canto sobre a vida. Para nossa gerente de branding, há muita beleza no mundo, por todas as partes. Voyeur que se atenta à cada detalhe, ela nutre essa forte relação com a estética desde que se entende por gente. Nascida numa família amante da arte, formas e cores, Maria nos empresta o olhar artístico todos os dias.

Essa veia estética é de sangue, mas também dos astros. Com ascendente em Touro, ela se entrega aos prazeres visuais de corpo e alma. Não à toa, o cinema é sua grande paixão, tanto que sempre achou que fosse trabalhar com a sétima arte. A moda entrou na sua vida de repente e acabou a conquistando. E quando tem emoção, Maria não resiste. Ariana, é passional, afetuosa e enérgica. Talvez por isso, o estilo musical que tem escutado é latino, com ritmos animados e calientes.

Que nunca falte paixão e beleza na vida da Maria!

Maria Canto 3

Como começou sua carreira? Conta um pouco sobre o caminho que você percorreu até aqui.
Eu tenho paixão por cinema, achei que fosse trabalhar com isso. Fiz comunicação, estagiei em agência, canal de TV, depois fui para uma produtora grande de cinema e publicidade. E nas horas vagas, quando eu precisava de grana, trabalhava em loja, fazia bico de vendedora. Eu vendia bem, a carreira deu certo, e logo me encantei pela moda. Fui chamada para ser do departamento de marketing na marca onde eu trabalhava. Amei e nunca mais quis saber de cinema e TV para trabalhar, virou só hobbie.

O que você mais gosta em trabalhar com moda? Sempre se imaginou fazendo isso?
O que eu amo na moda é que ela é muito dinâmica. Eu acho uma das maiores formas de expressão. Eu sabia que queria fazer comunicação, preciso trabalhar com gente, em grupo, com contato pessoal. Acho que a moda combina tudo isso. Para quem gosta de pessoas, comunicação, psicologia, comportamento e movimentos humanos, acho que a moda é uma ótima opção de carreira. Não me imagino trabalhando numa coisa parada e a moda é muita coisa ao mesmo tempo. Adoro isso.

Maria Canto

Nada como ter avós inspiradores. Maria bem sabe!

Como é a sua relação com a moda?
A minha relação com a moda vem desde pequena e eu diria que tenho uma relação com a estética desde que eu nasci, é uma coisa de família. A minha avó fazia roupa, teve uma grife nos anos 60, 70, era pianista e desenhista. A moda sempre fez parte do convívio da nossa família. Tenho familiares ligados à arte. Meu avô foi arquiteto, diretor de museu, por isso sempre convivi com estética. A moda é natural para mim. Sempre tive intimidade com cor e forma. Poderia ser outra coisa ligada à estética, talvez arquitetura, mas é a moda. Ela me escolheu. Curioso que meu pai é um cara que gosta de moda, mais do que a minha mãe. Meu pai, meu tio, filhos desses avós, usam calça e sapato colorido, blusa estampada. Sempre foram para frente, nunca caretas. Meu pai sempre me deu roupa legal, ele tem olho. Meu irmão também.

Como define seu estilo? O que ele diz sobre você?
Não sei se tenho um estilo definido… Sou casual, clássica, equilibrada. Gosto de minimalismo, mas não sou reta. Do estampado, mas numa certa quantidade. A delícia da moda é que um dia você está romântica, no outro você quer sair para jogo, tem dias que você está colorida, alegre, no outro nem tanto… A moda é uma amiga. É muito gostoso poder escolher um mood. Acho que sou simples, não gosto de excessos. Menos é mais.

Quais são as principais características que você destaca na sua personalidade?
Eu sou muito Áries, meu signo. Impulsiva, amiga, extrovertida, afetuosa. Se pudesse, seria menos ansiosa. Mas também sou muito Touro, meu ascendente. Sou o equilíbrio entre os dois signos. Gosto de rotina, trabalho duro, dos prazeres da vida. O Áries levanta esse Touro e esse Touro abaixa esse Áries. A lua é em Escorpião. É tudo bicho. Eu não tenho ar, isso é interessante. Sou bem pé no chão.

Como elas te ajudam a trabalhar com nosso universo?
Touro é muito estético, é dos prazeres, é da comida. Isso ajuda no meu trabalho. A facilidade em comunicação também. Uma coisa que fala muito de mim é que eu nunca quis ser estilista. Gosto de marca, da criatividade de uma outra maneira, da imagem que melhor vai representar, do texto, em tudo. Somos tão criativos quanto quem cria a roupa. Amo toda a parte de branding. As histórias que vamos contar, a vida que cada produto tem. Esse lado B enorme por trás de uma roupa. Também adoro o trabalho de gestão. Os caminhos, os processos, trabalhar em equipe.

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O que você gosta de fazer nas horas vagas?
Cinema, música. Sou uma DJ frustrada (risos), adoro fazer playlist, comer. Não sou cozinheira, mas amo comer. Um dos programas que mais gosto. Filme e comida.

O que tem visto, escutado?
Os últimos que vi e adorei foram “Juventude”, do Sorrentino, o do Tom Ford, o “Animais Noturnos” e “A Bigger Splash”. Gosto muito de cinema francês porque fala de relação humana. Adoro filme com histórias possíveis. Gosto de cinema argentino também. E em relação à música, sou muito ampla. Gosto de quase tudo. Estou numa fase latina, ritmos animados para dançar, calientes.

O que te inspira na vida?
Pessoas, gente. Se eu estou triste, gosto de sair na rua e ver gente. Se estou feliz, gosto de compartilhar com gente. O humano me inspira.

Não gosta de ficar sozinha?
Adoro ficar sozinha, moro só há alguns anos. Mas vejo filme, mesmo que fale de solidão. Sou muito observadora. Adoro viajar sozinha, comer sozinha, mas vou ficar num restaurante de vouyer, vendo o mundo. E vou achar bonito, me emocionar. Sabe aquela cena do plástico voando no Beleza Americana? “There is so much beauty in the world”. Entendo completamente isso. Você pode estar sozinho e não se sentir só. Tem pessoas que vivem acompanhadas e são solitárias. O mundo está dentro de mim.

Da onde você acha que vem seu senso estético? Quais são suas referências?
Do berço. Tive referências e gostei desse assunto. Casou. Poderia não ser. Meu irmão teve as mesmas referências e trabalha com logística. Mas é músico nas horas vagas. Cada um pega suas referências e transforma.

Poderosa ou emponderada? Emponderada.
O mundo é seu ou você é do mundo? Eu sou do mundo.
Mídi ou longo? Curto.
Preto ou branco? Preto no branco.
Calor do deserto ou frio da neve? Calor.
Cacto ou flor? Flor.
Jazz ou blues? Os dois são uma maravilha.
Salto ou solto? Solto.
Art Déco ou Art Nouveau? Art Déco.
Real ou surreal? Real.
Eu mudo a moda ou a moda me muda? Os dois.
Sem dor ou sem pudor? Sem pudor.
Meu lugar no mundo é… Minha casa.
Instagram ou Facebook? Facebook.
The Beatles ou Rolling Stones? Rolling Stones.
Liso ou estampado? Os dois.
Cara lavada ou maquiada? Lavada.
Ella Fitzgerald ou Billie Holiday? Escolha de Sofia. Acho que Ella.
Listras ou poá? Poá.

Pedimos para quatro das nossas parceiras de trabalho definirem o que é moda para elas. As respostas mostram que o por trás de um universo repleto de cores e formas, está o propósito de traduzir o seu estilo, realçar sua beleza e seu desejo de expressão, trazendo conforto e fazendo você se sentir bem todos os dias. Confira:

Moda para mim é…

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MODA PRA MIM 2

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MODA PRA MIM 4